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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 275

Capítulo 275 — O Ultimato na Ponte

Damien Knight

O ronco do motor do meu SUV parecia um rugido furioso cortando o asfalto irregular da saída leste. Minhas mãos estavam grudadas ao volante com tanta força que eu sentia a dormência subir pelos antebraços, mas a dor física era absolutamente nada comparada ao abismo aberto no meio do meu peito.

Eu não conseguia piscar. Não conseguia respirar direito. Cada imagem da Emma que passava pela minha cabeça vinha acompanhada da mensagem do Elijah sobre o nosso bebê:

“Sobrecarga no ventrículo esquerdo, risco de sofrimento fetal, nada de estresse.”

E neste exato momento minha mulher estava nas mãos de uma psicopata ensandecida, jogada no fundo de uma lata velha em fuga.

— Damien, pelo amor de Deus, não perde a traseira da viatura do Dom! — Ambrose gritou do banco de trás, segurando-se no encosto de couro enquanto eu jogava o carro na contramão de uma via secundária para desviar de um caminhão de entregas.

Tristan mantinha o olhar cravado no retrovisor lateral e na via à frente, o rosto pálido, com o telefone vibrando insistentemente na palma da mão. A tela brilhava com o nome de Chris.

— Coloca no viva-voz, Stan! — ordenei, sem tirar os olhos da pista cinzenta.

Tristan atendeu com um toque rápido e aproximou o aparelho do painel.

— Fala, Chris!

A voz do nosso amigo saiu cortada pela estática, ofegante e tensa.

— Tristan! Cadê vocês?! Não consegui falar com o Dom, já tem alguma pista?

— O Dominic interceptou o furgão pelos sensores de trânsito. — Tristan explicou com a voz afiada, direta, tentando manter o tom sob controle no meio do barulho ensurdecedor do tráfego. — Eles tentaram cruzar a Ponte RFK em direção ao Queens, mas o FBI e a polícia de trânsito fecharam as saídas da ponte! O cerco está se fechando no vão principal da Triborough agora mesmo!

— Puta que pariu! — Chris soltou um palavrão pesado do outro lado da linha. — Eu estou com o Snake aqui no carro, acabamos de cruzar o túnel Lincoln! Ele já acionou dois homens dele que estavam de ronda no Bronx para descerem pela outra ponta da Triborough e bloquearem qualquer fuga a pé! Nós vamos encontrar vocês no meio da ponte. Não façam nenhuma loucura, vocês três não têm colete e nem porra de arma nenhuma!

— A gente se vê lá, Chris! — Tristan cortou a ligação, desligando o aparelho com as mãos suadas.

Pisei ainda mais fundo no acelerador. O motor respondeu em um solavanco violento, me jogando contra o encosto. A subida da rampa de acesso para a Ponte RFK se abriu diante de nós como a boca de um monstro de concreto e ferro fundido.

Lá em cima, o vento gelado do East River batia com força contra o para-brisa. O céu de Manhattan estava cinzento, pesado, carregado de nuvens escuras que pareciam anunciar uma tempestade iminente.

A menos de trezentos metros à frente, o trânsito comum havia sido completamente evacuado pelas sirenes rodoviárias. O tráfego estava paralisado. Luzes vermelhas e azuis cortavam o horizonte em um piscar caótico e ofuscante.

O furgão cinza de carga estava lá.

Ele havia colidido violentamente de lado contra a mureta de proteção da pista central. O capô da lata velha soltava uma fumaça densa e escura, os pneus dianteiros estavam estourados e estilhaços de vidro cobriam o asfalto da ponte.

O cerco estava armado.

Havia pelo menos dez policiais estaduais e agentes federais em posição de tiro, usando as portas abertas das viaturas como escudo, de armas em punho, gritando ordens que se perdiam na ventania que vinha do rio.

Puxei o freio de mão com um puxão brusco, cantando os quatro pneus ao parar a menos de cinquenta metros do bloqueio. Nem esperei o carro estabilizar por completo; abri a porta do motorista com um empurrão violento e desci no asfalto com as pernas duras, o coração batendo na garganta em um desespero ensurdecedor.

— Damien, não! Fica atrás dos carros! — Ambrose gritou, descendo em seguida e tentando me segurar, com Tristan correndo colado ao seu lado.

Eu não ouvi. Não conseguia ouvir nada além do rugido do meu próprio sangue nos ouvidos.

Avancei a passos largos, ignorando o vento cortante e os gritos dos policiais.

— SENHOR PRA TRÁS!! É UMA ORDEM!

— É A MINHA MULHER! — gritei de volta e continuei avançando.

O chão perto do furgão amassado era um retrato cru de violência contida. Dois homens de preto, provavelmente capangas da Verônica, já estavam estendidos de bruços no asfalto frio, com as mãos algemadas nas costas sob o cano dos fuzis de dois agentes.

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