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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 263

Capítulo 263 — Do nada… o caos.

Emma Anderson

Depois da conversa reconfortante com a Jen, segui até o quarto amplo onde havíamos montado as camas para a molecada. Abri a porta com cuidado e encontrei Luca e Ellie profundamente adormecidos, encolhidos sob os edredons.

Me aproximei em silêncio, beijei a testa quente de cada um e ajeitei as cobertas. Savannah estava sentada na poltrona do canto lendo um livro sob a luz fraca de um abajur; ela ergueu os olhos e assentiu com um sorriso reconfortante.

— Pode ir descansar, Em. Qualquer movimento suspeito desses dois, eu te chamo na hora.

— Obrigada, Sa. Onde você vai dormir?

— A Cece arrumou um cantinho pra mim, não se preocupe.

— Tudo bem, boa noite então. — Sa me deu um sorriso, dei um aceno às babás que estavam por ali também e saí do quarto.

Fechei a porta devagar e dei três passos pelo corredor silencioso quando, sem qualquer aviso prévio, dois braços fortes envolveram a minha cintura e as minhas coxas, me erguendo no ar em um movimento único e seguro.

Soltei um gritinho abafado de surpresa, passando os braços pelo pescoço do homem que me segurava.

— Damien! Que susto! Ficou maluco?

Damien soltou uma risada rouca e deliciosa contra a minha têmpora, me aninhando no peito largo dele enquanto caminhava com passadas firmes em direção à nossa suíte no fim do corredor.

— Maluco por você, sempre. Eli mandou você fazer repouso, não mandou? Então a partir de hoje, senhorita Anderson, nada de andar mais do que o necessário.

— Eu ainda tenho pernas funcionais, senhor mandão — brinquei rindo, afundando o rosto no pescoço dele, inebriada por aquele cheiro amadeirado que era só dele. — Andar não é problema pra mim, e nem para os bebês.

Ele empurrou a porta do nosso quarto com o pé e a fechou com o calcanhar, nos isolando do restante da casa.

— Talvez não seja, mas tirando o fato de querer cuidar de você. Eu adoro ter você nos meus braços. — ele disse me dando um selinho demorado.

Damien não me colocou na cama. Ele me carregou direto para o banheiro amplo da suíte, onde a banheira de hidromassagem já estava com a água quente soltando vapor aromático pelo ambiente.

— Parece que alguém já tinha tudo planejado. — falei olhando para a banheira.

— Um homem precavido é tudo nessa vida, amor.

Ele me colocou de pé sobre o tapete com uma delicadeza comovente e, sem pressa, começou a desabotoar a minha blusa, deslizando as peças do meu corpo com uma reverência quase sagrada.

Ele tirou a própria roupa e entramos juntos na água quente.

Damien sentou-se no fundo da banheira e me puxou para sentar entre as pernas dele, encostando as minhas costas no seu peito largo. Com uma esponja macia e sabonete com cheiro de lavanda, ele começou a lavar os meus ombros, os braços e a minha barriga com toques lentos e circulares.

Depois, pegou um frasco de xampu e massageou o meu couro cabeludo com as pontas dos dedos compridos, me fazendo soltar um suspiro longo de puro relaxamento.

Ele cuidou de mim como se eu fosse de vidro. Enxaguou cada mecha do meu cabelo, me ajudou a sair da água, me envolveu em um roupão felpudo e secou a minha pele com toalhas aquecidas antes de me vestir com uma camisola macia.

Quando finalmente deitamos na cama king-size sob as cobertas pesadas, Damien me puxou de lado, me aninhando deitada sobre o lado direito do seu peito. O braço dele me cercou como uma fortaleza.

Ficamos alguns minutos em silêncio, apenas ouvindo o vento assobiar do lado de fora das janelas de vidro duplo.

— Foi um dia cheio, não foi? — ele murmurou com a voz grave, passando os dedos pelos fios úmidos do meu cabelo. — A reação das crianças foi linda demais. O Luca quase quebrou a minha coluna querendo comemorar que teria mais dois meninos para o time dele.

— Foi maravilhoso ver a carinha deles… — concordei baixinho. — Assim como ver o alívio da minha irmã em ser a única princesinha. — nós dois rimos ao lembrar da Ellie.

Não sei quanto tempo dormi.

Duas horas? Três horas?

Fui arrancada da escuridão por um grito agudo, feminino e apavorado que ecoou pelas paredes do corredor.

— AAAAAAH! JOSÉ, NÃO ME LARGA! ELE VAI SAIR, ELE VAI SAIR AGORA!

Acordei em um sobressalto violento, o coração disparando no peito.

Damien já estava pulando para fora da cama no mesmo segundo, ligando o interruptor. Levantei e corri atrás dele até o corredor.

No instante em que abrimos a porta da nossa suíte, o caos se instalou.

No meio do corredor, José vinha correndo quase aos tropeços, carregando Athena nos braços com uma expressão de puro pânico no rosto. A bolsa da Athena havia claramente estourado, a camisola verde estava completamente ensopada na barra e ela chorava e gemia alto, cravando as unhas no pescoço do marido.

Logo atrás deles vinham Sammy e Atlas, com os cabelos desgrenhados e as roupas do avesso, gritando ordens desconexas.

Antes que eu pudesse raciocinar, a porta do quarto logo ao lado do nosso se escancarou com um estrondo.

Elijah surgiu no batente vestindo apenas uma calça de moletom azul, carregando Mia no colo. Mia estava pálida, com a testa brilhando de suor e com uma das mãos agarrada no ombro do marido, soltando um gemido doloroso a cada dois passos que ele dava.

Em menos de dez segundos, o corredor do segundo andar virou um formigueiro humano. Dominic, Taylor, Tristan, Noah e Ju saíram de seus respectivos quartos em alerta máximo, com caras de sono e olhos arregalados.

Esther foi a última a sair do quarto ao lado do Juan. Ela olhou para a cena diante dela, e então disparou em choque:

— Pelo amor de Deus! Por favor, não me digam que esses dois resolveram nascer exatamente na mesma hora?!

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