Capítulo 287 — Onde o Silêncio Vira Promessa (Pt. II)
Bruno Coletti
Desabotoei a calça jeans dela com movimentos ágeis. Deslizei o zíper para baixo, segurei o cós e puxei a peça pelas pernas longas e torneadas, livrando-a também das sandálias até que ela ficasse deitada ali, inteiramente vulnerável diante de mim, vestindo apenas a calcinha de renda preta e o sutiã combinando.
Estiquei o braço até a cabeceira estofada de couro escuro. Puxei as tiras de contenção de cetim macio que já estavam presas aos suportes laterais superiores da cama, nada de metal frio, apenas o laço firme e sedoso.
Peguei o pulso direito dela com delicadeza e prendi à cabeceira. Depois o esquerdo.
Katlyn puxou os braços de leve, sentindo o limite do movimento, e soltou um suspiro entrecortado que incendiou cada terminação nervosa do meu corpo. O peito dela subia e descia em um ritmo descompassado, o colo alvo brilhando na penumbra.
— Bruno…
— Shhh… Não fala nada. — ordenei com a voz rouca, subindo na cama e cobrindo o corpo dela com o meu sem colocar peso. — Só sente.
O que se seguiu foi uma adoração pagã. Eu usei cada milímetro da minha boca para mapear o corpo da mulher que eu amava.
Comecei pelas orelhas sensíveis, mordiscando o lóbulo até arrancá-la um gemido manhoso. Desci os beijos pela linha do pescoço, saboreando a pele macia, descendo até a curva da clavícula. Com uma lentidão calculada e torturante, soltei o fecho frontal do sutiã de renda, revelando os seios fartos e empinados.
Tomei o bico de um deles na boca, sugando com firmeza enquanto a minha mão massageava o outro. Katlyn arqueou a coluna sobre o colchão, puxando os pulsos contra as amarras de cetim, a cabeça tombando para trás enquanto um gemido agudo e desesperado rasgava a garganta dela.
— Bruno… por favor… meu Deus…
Eu não tinha pressa. Queria que cada poro dela estivesse em chamas.
Desci a trilha de beijos quentes pelo abdômen liso, contornando o umbigo, sentindo os tremores involuntários dos músculos dela reagindo ao meu toque. Quando cheguei à lateral da sua calcinha, puxei a renda fina para o lado, expondo a sua intimidade ensopada de desejo puro.
Mergulhei os dedos ali, sentindo o calor escorrer pelas minhas digitais. Katlyn estremeceu da cabeça aos pés, soltando um soluço abafado.
Posicionei a minha boca diretamente no centro do seu prazer.
Minha língua encontrou o ponto mais sensível dela em movimentos circulares, firmes e ritmados, enquanto o meu dedo indicador deslizava para dentro e para fora da sua umidade quente e apertada.
Katlyn perdeu qualquer controle da realidade. Ela rebolava contra a minha boca em um desespero cego, os quadris subindo e descendo em ondas violentas de prazer, implorando pelo meu nome em sussurros incoerentes.
— Amor… Amor, eu vou… Eu não aguento… Bruno!
Aumentei o ritmo da sucção, empurrando mais um dedo com força e precisão.
O ápice dela veio como uma tempestade de verão: violento, arrebatador e dilacerante. O corpo inteiro da Katlyn endureceu sobre a cama, as pernas tremeram em espasmos incontroláveis e ela gritou o meu nome, derramando-se inteira sobre os meus lábios enquanto o orgasmo a consumia por completo.
Subi pelo corpo dela lambendo o suor doce da sua pele, colando a minha boca na dela para que ela provasse o gosto da sua própria rendição.
Sem esperar que ela se recuperasse, me livrei da minha calça em um puxão rápido. Me posicionei entre as pernas abertas dela, segurei a sua cintura com as duas mãos e empurrei o meu membro de uma vez só até o fundo da sua carne macia e ardente.
Katlyn soltou um suspiro rouco que vibrou dentro da minha alma.
— Você é minha, Katy… Minha. — rosnei no ouvido dela, cravando os dentes de leve no seu ombro.
Comecei a estocar com força, profundidade e uma posse primitiva. A cama rangia em um ritmo compassado, os lençóis embolados sob nós e o som úmido dos nossos corpos colidindo ecoando pelo quarto.
A privação da visão tornava cada investida dez vezes mais intensa para ela; a cada vez que eu me afundava inteiro dentro dela, Katlyn jogava a cabeça para trás, gemendo alto, entregando-se sem defesas àquela loucura compartilhada.
Apertei o ritmo até que o calor dentro de mim ameaçou explodir.
— Olha o que você faz comigo, mulher… — murmurei, cravando as unhas no quadril dela.
Com três estocadas longas, brutais e viscerais, atingi o meu próprio ápice. Me derramei dentro dela em jatos quentes e intermináveis enquanto Katlyn era puxada para um segundo orgasmo consecutivo, apertando-se ao redor de mim em espasmos deliciosos que quase me arrancaram a sanidade.
Desabei sobre o peito dela, respirando pesado, o coração martelando contra as minhas costelas como uma locomotiva desgovernada.
Ficamos ali por alguns minutos, envoltos pelo cheiro do nosso amor e pelo som das nossas respirações desacelerando no silêncio da penumbra.
Apoiei os cotovelos no colchão e depositei um beijo carinhoso na testa suada dela.
— Você tá bem, amor?
Katlyn soltou uma risadinha fraca, sem fôlego, com os lábios inchados entreabertos.
— Se isso foi o aquecimento… eu acho que acabei de morrer e fui pro paraíso, senhor Coletti. Agora, por favor… desamarra as minhas mãos antes que eu perca a circulação.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar