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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 271

Capítulo 271 — Não é seguro

Emma Anderson

Quatro semanas haviam se passado desde a tarde mágica e ensolarada em que Tristan e Aubrey trocaram votos à beira do lago em Hudson Valley. Aquele casamento improvisado parecia ter lavado a alma de todos nós, trazendo um sopro de paz que nós acreditávamos ser duradouro.

Minha barriga já começava a desenhar uma curva suave sob os vestidos mais soltos. Aos poucos, os gêmeos se faziam notar não apenas pelos enjoos ocasionais ou pelas pontadas de cansaço, mas pelo volume visível que me fazia pousar a mão sobre o ventre a cada cinco minutos com uma ternura que transbordava.

Mas aquela manhã em Hoboken carregava um gosto amargo de despedida.

O hall de entrada da mansão estava tomado por caixas e malas médias. Depois de semanas vivendo sob o mesmo teto, transformando a nossa rotina em uma fortaleza barulhenta e acolhedora, a nossa bolha estava se desfazendo.

Taylor e Dominic estavam finalmente retornando para a cobertura deles em Manhattan com a pequena Arianna, e Katlyn havia aceitado o convite definitivo do Bruno para se mudar de vez para o apartamento dele, agora que o agente já dispensou a tipoia e recuperou quase a totalidade dos movimentos do ombro.

O clima durante o café foi denso, marcado por olhares compridos e abraços silenciosos. Nós tínhamos nos apegado de um jeito visceral. Katlyn, com a sua doçura recuperada, havia se tornado uma irmã para mim assim como as outras meninas; Taylor era o vendaval bem-humorado que não me deixava afundar no medo; e Fernanda e Aubrey completavam um círculo que parecia existir desde sempre.

Como um ritual de despedida antes da partida final, combinamos de passar a manhã juntas. Eu tinha uma consulta de rotina com o Elijah na clínica em Manhattan para avaliar o coraçãozinho do bebê, e as meninas fizeram questão de me escoltar.

Luca e Ellie imploraram para ir junto, com a promessa inegociável de que, assim que saíssemos do consultório, iríamos almoçar e passear pelas lojas de brinquedos do shopping center anexo ao complexo médico.

Damien, no entanto, não facilitava nem um milímetro quando o assunto era a nossa segurança. Com Verônica e Dylan ainda sumidos, o alerta permanecia no nível máximo. Por ordem expressa do meu namorado, Gael assumiu pessoalmente a liderança da escolta da nossa família, acompanhado por mais alguns seguranças particulares armados até os dentes em um SUV blindado de apoio.

Chegamos à clínica e as crianças se comportaram como anjinhos na sala de espera sob o olhar atento de Aubrey e Fernanda, enquanto Taylor e Katy me acompanharam para dentro da sala de exames do Elijah.

Subi na maca com o coração na boca, como sempre acontecia quando aquela sonda encostava na minha pele.

Elijah deslizou o transdutor com precisão, os olhos azuis focados na tela cinzenta, a testa franzida em concentração. Ele mexeu nos botões do doppler, mediu os fluxos e ouviu os batimentos por longos minutos antes de respirar fundo e limpar o gel da minha barriga.

— Como ele está, Eli? — perguntei com a voz trêmula, segurando a mão da Katy.

Elijah puxou o mocho para perto da maca, mantendo uma expressão séria, mas serena.

— O bebê A está com peso, tamanho e vitalidade perfeitos, Emma. Uma locomotiva. Já o bebê B… ele ainda apresenta sinais de preocupação. O estreitamento na válvula aórtica continua lá, e o ventrículo esquerdo está trabalhando com uma sobrecarga moderada. A boa notícia é que o fluxo sanguíneo não piorou desde a semana passada. O quadro está estável e dentro dos conformes para essa idade gestacional.

Soltei o ar que nem percebi estar prendendo nos pulmões.

— Mas? — Taylor cobrou da poltrona, conhecendo o amigo como ninguém.

— Mas nada de estresse, nada de caminhadas longas, nada de carregar peso ou passar sustos. — Elijah me encarou com firmeza médica. — Repouso relativo é lei, Emma. Nós vamos continuar monitorando semana a semana. Qualquer palpitação anormal, você me liga na mesma hora.

— Eu prometo, Eli — garanti, ajeitando o vestido sobre o ventre. — Eu vou fazer tudo exatamente como você mandar.

— É exatamente isso que o médico e futuro padrinho desse bebê gosta de ouvir.

— Que merda é essa? — Taylor perguntando levantando da poltrona num pulo. — Ainda não foi decidido sobre isso! — ela cruzou os braços irritada.

— Você não soube? No último final de semana nós tiramos no palitinho, eu ganhei o bebê B. Quer reclamar? Reclame com seu marido que perdeu pra mim e pro Ozzie.

— Aquele federal me paga! O cara acerta um alvo a quilômetros e perde no palitinho? — ela ajeitou a jaqueta antes de falar com convicção. — Bom, já que o Ozzie me tirou um dos gêmeos, ele que me dê o bebê dele!

Eli, eu e Katy começamos a rir.

— Qual a graça? — Taylor perguntou furiosa.

— Sinto muito, Tay. Mas o da Fer já tem padrinhos, Bruno ganhou no palitinho pra mim. — Katy disse dando uma piscadinha para nossa amiga.

— DOMINIC COSTELLO EU VOU ACABAR COM A SUA RAÇA!! — ela esbravejou.

Elijah levantou e foi até a Taylor a abraçando de lado.

— Relaxa comadre, ele ganhou o Mathias do Juan… meu filho se livrou de ter um mafioso como padrinho para ter um agente encarregado.

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