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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 270

Capítulo 270 — O Nosso Para Sempre

Tristan Blackwood

Eu já fechei fusões bilionárias em salas de conferência cercadas por tubarões de Wall Street sem que uma única gota de suor brotasse na minha testa. Já tomei decisões de risco sob fogo cruzado nos negócios.

Mas nada, absolutamente nada em toda a minha existência se comparou à sensação de ver Aubrey diante de mim naquela manhã, com a caixinha de veludo aberta na minha mão e o medo irracional de que ela achasse tudo uma loucura precipitada.

Quando ela se jogou no chão de madeira, me abraçou em meio às lágrimas e disse aquele "Sim, sim e sim!", foi como se o mundo finalmente encontrasse o eixo.

Mas a verdadeira prova de fogo veio logo em seguida, quando o pelotão feminino invadiu o quarto e eu disparei que a data do casamento era dali a poucas horas, no jardim do lago.

Aubrey arregalou os olhos verdes, alternando o olhar entre mim, a esmeralda reluzente no dedo e as amigas histéricas na porta. Ela levou as mãos à cabeça e soltou uma gargalhada genuína, incrédula e linda.

— Você é completamente louco, Tristan Blackwood! Completamente insano!

Segurei o rosto dela entre as minhas mãos, ignorando os protestos armados da Taylor e da Esther logo atrás, e perguntei com o coração na boca.

— Mesmo sem ter escolhido o vestido, as flores ou as músicas… você ainda quer casar comigo hoje, Bree?

Ela nem hesitou. Ela me puxou pela nuca, colou a boca na minha e disparou contra os meus lábios.

— É claro que eu quero!

O beijo foi interrompido por um trator chamado Taylor Costello, que se meteu no meio de nós dois empurrando o meu peito com as duas mãos.

— Chega de melação, noivinho audacioso! Rua! Dá o fora daqui agora! Noivo não vê a noiva antes da cerimônia nem a pau!

— Taylor, esse quarto é meu… — tentei argumentar, rindo.

— Não é mais! Agora é o camarim da noiva! — Emma interveio com um sorriso cúmplice, já pegando a bolsa de maquiagem da mão da Ju. — Fora, Stan. Nós temos quatro horas para transformar essa mulher em uma noiva deslumbrante.

Puxei Aubrey pela cintura para um último beijo estalado, peguei uma camiseta limpa na cômoda, calcei os tênis e saí rindo pelo corredor sob os olhares de advertência das mulheres.

No pátio externo, encontrei o restante dos conspiradores reunidos perto do deque.

O clima era de vitória misturada com alívio cômico. Cada um deles tinha uma história de guerra para contar sobre o momento exato em que suas respectivas mulheres descobriram o plano pela manhã.

— A Penny quase me fez engolir o travesseiro. — Chris riu, balançando a cabeça. — Ela me chamou de traidor três vezes antes de correr para o quarto das meninas para ver os vestidos que o Juan mandou.

— A Ju me deu um tapa na nuca e disse que homem não sabe escolher nem a cor da própria meia, que dirá arranjar casamento. — Noah comentou, servindo café para Damien. — Mas no fim ela estava quase chorando de emoção.

— Eu nem precisei falar nada — Juan soltou com aquele deboche inabalável. — A Esther me fuzilou com o olhar, disse que eu era um criminoso por conspirar pelas costas dela e depois me deu um beijo dizendo que eu era inacreditável. Mulher gosta de atitude, cavalheiros. Vocês é que são frouxos.

Os rapazes riram em coro, mas conforme o relógio avançava e a tarde começava a cair sobre as montanhas de Hudson Valley, a brincadeira foi dando lugar a uma ansiedade que apertava o meu estômago em um nó.

Por volta das três e meia da tarde, segui para um dos quartos de hóspedes para me arrumar.

Tomei um banho longo, deixando a água quente lavar a tensão dos ombros. Vesti o terno azul-marinho de corte inglês impecável que o John havia trazido de Manhattan junto com as alianças. Ajeitei a camisa branca de colarinho italiano, passei as abotoaduras de prata pelos punhos e amarrei a gravata de seda com as mãos estranhamente trêmulas.

Eu estava encarando o meu próprio reflexo no espelho, respirando fundo para acalmar o peito, quando três batidas suaves soaram na porta.

— Pode entrar — falei, ajeitando o lenço no bolso do paletó.

A porta se abriu devagar e quem passou por ela foi Esther.

Ela estava deslumbrante em um vestido longo de seda bordô, com os cabelos escuros presos em um penteado sofisticado. Mas não foi a elegância da mulher de Juan Rivera que me desarmou; foi o olhar maternal, terno e cúmplice que ela fixou em mim.

Hoje eu tinha Damien, Ambrose e todos aqueles homens como irmãos de alma. Mas a verdade é que, anos atrás, foram Esther e Clara que abriram as primeiras portas daquela fraternidade para mim. Foi a mão estendida delas, a amizade pura e desinteressada em um momento em que eu era apenas um homem cínico e solitário, que me resgatou para a vida e me permitiu fazer parte daquela família escolhida.

Esther parou diante de mim, levou as duas mãos ao meu peito, ajeitando as lapelas do meu terno com uma delicadeza infinita, e os olhos azuis dela se encheram de lágrimas.

— Olha só para você, Stan… — a voz dela saiu embargada. — Você está lindo, e está… prestes a entregar a alma inteira no altar pra uma das garotas mais incríveis que eu já conheci.

Senti a garganta travar. Cobri as mãos dela com as minhas, os meus olhos marejando no mesmo instante.

— Obrigada Esther, por tudo. Se você e a Clara não tivessem me puxado para dentro da vida de vocês lá atrás, eu nem saberia o que é ter uma família. Eu seria só um fantasma acumulando dinheiro em Manhattan. Você me deu esse lugar no mundo. Você me deu sua amizade, me deu irmãos, me deu uma verdadeira família.

Esther não aguentou. Ela deu um passo à frente e me envolveu em um abraço apertado, afundando o rosto no meu ombro. Eu a segurei contra o peito, sentindo as lágrimas molharem a minha camisa.

— Você merece ser feliz, Stan — ela sussurrou, acariciando as minhas costas. — Você sempre mereceu. A Aubrey é o seu milagre, e ver vocês dois aqui hoje é um dos maiores presentes que a vida já me deu.

Antes que eu pudesse responder, a porta se abriu mais um pouco. Damien e Ambrose entraram na suíte. Os dois já estavam de terno escuro, impecáveis.

Damien parou no meio do quarto, cruzou os braços e abriu aquele meio sorriso largo que eu conhecia tão bem.

— Se o noivo desidratar de tanto chorar antes de descer as escadas, nós vamos ter um problema diplomático com a noiva.

Esther se afastou rindo, secando as bochechas com a ponta dos dedos.

— Eu já estou de saída para não estragar a maquiagem com vocês três. Olhar para o Stan já me faz chorar, imagina ver vocês três juntos. Misericórdia!

Ela me deu um beijo terno na bochecha e saiu, nos deixando a sós.

Ambrose deu um passo largo, me puxou pelo pescoço em um abraço de urso que quase me tirou o ar, me sacudindo com entusiasmo:

— Porra, Stan… Você vai casar, irmão! O trio de ferro finalmente foi todo laçado!

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