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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 269

Capítulo 269 — Daqui a algumas horas

Aubrey Fox

Tristan jogou a cabeça para trás, soltando uma gargalhada aberta que preencheu o quarto. Ele não esperou eu engolir o morango; aproximou o rosto com agilidade e capturou os meus lábios em um beijo profundo, roubando o gosto doce da fruta da minha boca.

A língua dele deslizou com uma firmeza experiente, arrancando um gemido involuntário e trêmulo do fundo da minha garganta.

Ele quebrou o beijo devagar, com a respiração curta, mantendo a boca a milímetros da minha.

— Se controla, garota… Gemendo desse jeito logo de manhã eu vou ter que adiar a surpresa e te prender nessa cama até o final da tarde.

Soltei uma risada frouxa, mordiscando o queixo dele.

— E quem manda você entrar sem camisa parecendo um pecado em forma de homem e ainda me beijar desse jeito? A culpa é toda sua!

Tristan desceu a boca pelo contorno do meu maxilar, deixando uma trilha de beijos lentos e quentes pela lateral do meu pescoço, descendo pela clavícula até roçar os lábios na curva superior dos meus seios sobre a renda da camisola.

Fechei os olhos com força, jogando a cabeça para trás contra o travesseiro para receber mais daquele toque febril…

Mas então, ele parou abruptamente.

Abri os olhos num sobressalto, frustrada com a quebra do ritmo.

— O que foi? Por que parou agora?

Tristan ergueu o tronco devagar, exibindo aquele sorriso de canto arrogante e irresistível que sempre me desarmava.

— Porque primeiro nós vamos tomar esse café maravilhoso. Depois nós vamos para a sua surpresa… — ele se inclinou rapidamente, deixou um beijo estalado bem no meio do meu decote e completou com a voz aveludada. — E só depois de tudo isso é que eu vou fazer você gemer o meu nome com gosto.

Soltei um suspiro longo de derrota, jogando as mãos para o alto.

— Eu aceito muito bem inverter a ordem! Posso gemer o seu nome agora e tomar o café depois, sem problema nenhum!

Ele gargalhou alto de novo, balançando a cabeça em pura diversão.

— Amor, pelo amor de Deus, o que foi que te deram naquele hospital ontem à tarde, hein? Você acordou perigosa demais!

Mesmo com todas as minhas investidas e beicinhos manhosos, Tristan foi de uma disciplina inabalável. Tomamos o café da manhã entre risadas, dividindo as torradas e as frutas enquanto ele me contava pequenas fofocas sobre a bagunça que os cachorros do Noah fizeram na varanda mais cedo.

Quando a bandeja estava praticamente vazia, ele a colocou no chão ao lado da mesa de cabeceira, levantou-se e parou no centro do quarto.

— Muito bem. Agora levanta dessa cama, dona Aubrey.

Obedeci sem questionar, descendo do colchão descalça e ajeitando a camisola fina sobre o corpo.

— Fica paradinha exatamente aí — ele instruiu, apontando para o tapete aos pés da cama. — E fecha os olhos.

Revirei os olhos com um sorriso zombeteiro.

— É sério isso, Tristan? Uma mordaça e uma venda também fazem parte do pacote? Mostra logo essa surpresa, por favor!

Ele deu dois passos até mim, selou os lábios nos meus em um estalo rápido e avisou em tom de advertência fingida.

— De jeito nenhum. Fecha os olhos e só abre quando eu mandar. Se me desobedecer, eu vou ter que te punir mais tarde.

Fechei as pálpebras no mesmo segundo, mas não resisti à provocação que brotou na língua.

— Talvez eu queira muito ser punida por você hoje, senhor Blackwood…

— Aubrey, se comporta por dois minutos. — a voz dele veio carregada de um riso contido.

Fiquei em silêncio. Ouvi o barulho suave dos passos descalços dele cruzando a madeira em direção ao armário, o clique metálico de uma gaveta se abrindo e depois o retorno dos passos até pararem bem diante de mim. O calor da presença dele estava a centímetros do meu corpo.

— Pode abrir, meu amor.

Pisquei devagar, ajustando a visão à luminosidade do quarto.

No segundo em que o foco se ajustou, o ar simplesmente sumiu do meu peito. A minha garganta travou em um nó doloroso e o meu coração errou três batidas consecutivas.

Tristan estava ajoelhado no chão de madeira diante de mim.

Ele segurava entre as mãos grandes uma caixinha quadrada de veludo preto aberta. Repousando sobre o tecido escuro, brilhava uma joia de tirar o fôlego: um anel solitário em ouro branco, encimado por uma esmeralda lapidada impecável, cercada por pequenos diamantes brilhantes.

Aquele verde límpido e profundo era idêntico à cor dos olhos do homem que estava prostrado aos meus pés.

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