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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 259

Capítulo 259 — Meu homem ranzinza

Katlyn Pratt

Virei as costas antes que ele visse as minhas lágrimas e comecei a marchar a passos largos pela sala de estar em direção ao hall do elevador privativo.

Não cheguei à metade do caminho.

O som de passos pesados cruzou a madeira em disparada. Antes que eu pudesse alcançar a minha bolsa, um braço forte e sólido envolveu a minha cintura com autoridade, me puxando de volta com um solavanco firme. Minhas costas colidiram diretamente contra o peito largo e quente do Bruno.

O ar sumiu dos meus pulmões.

Ele enterrou o rosto na curva do meu pescoço, respirando fundo, e deixou um beijo quente, urgente e áspero sobre a minha pele.

— Me perdoa… — ele sussurrou com a voz rouca, a respiração pesada soprando contra a minha orelha enquanto o braço dele me apertava contra o seu corpo. — Me perdoa, por favor. Eu fui um completo babaca com você.

Permaneci paralisada no abraço dele, sentindo o coração dele martelar contra as minhas costas com a mesma força do meu.

— Você foi grosso, Bruno.

— Eu sei que fui — ele admitiu, soltando um gemido rascante e pressionando os lábios mais uma vez contra o meu ombro descoberto pela blusa. — Eu sou um homem centrado, Katlyn. Eu passei dez anos na divisão de operações especiais aprendendo a engolir a dor e a controlar a cabeça mesmo no meio do fogo cruzado. Eu só perco o juízo em situações extremas. Mas ficar trancado aqui… sentir essa dor constante e não conseguir abrir uma garrafa sem parecer um inútil está comendo a minha cabeça de um jeito que eu não sei lidar.

Virei o corpo devagar dentro do espaço apertado do abraço dele, erguendo os olhos para encarar aquele rosto tão marcante. A cicatriz recente na têmpora dele e a tipoia no ombro me trouxeram de volta a culpa antiga.

— A culpa é minha… Se você não tivesse ido até Ramapo sem o colete…

Bruno fechou a expressão no mesmo instante. Ele levou a mão boa até o meu rosto, segurando a minha bochecha com firmeza, acariciando a minha pele com o polegar.

— Não ouse falar isso de novo. Eu sou um ranzinza insuportável quando fico doente, mas eu tenho plena consciência das minhas escolhas. Eu estou puto com a tipoia, puto com a lentidão da cicatrização, mas eu faria tudo exatamente do mesmo jeito se fosse para tirar você daquele inferno. Eu faria de novo mil vezes, Katlyn.

Ele não me deu tempo de responder. Bruno aproximou o rosto e colou a boca na minha.

Foi um beijo lento, possessivo e cheio de uma necessidade que nos desarmou por inteiro. Ele usou a língua com profundidade, tomando os meus sentidos até que a minha cabeça começasse a girar de alívio. Minhas mãos subiram involuntariamente para o peitoral desnudo dele, sentindo a pele febril e os músculos retesados sob as minhas palmas.

Quando ele quebrou o beijo devagar, mantendo a testa colada à minha, seus lábios ainda roçavam os meus.

— Eu sou um idiota ranzinza, loira.

Abracei a cintura dele com cuidado, separei nossas testas e deixei um beijinho suave na ponta do seu queixo.

— É sim. Você é um ranzinza incorrigível… Mas é o meu ranzinza.

Bruno soltou uma risada rouca e baixa, o semblante suavizando por completo.

— Seu. Pelo resto da vida. Não tem pra onde fugir minha loira, você está presa a mim pra sempre.

Levei meus lábios até os dele em um beijo suave.

— Agora para de manha, agente Coletti — dei um tapinha leve na lateral do abdômen dele, sorrindo de lado. — O Dominic e a Taylor vão passar aqui em breve. Nós precisamos arrumar a sua mala. E nem vem com essa de “você pode ir”, porque eu posso mesmo. Mas eu vou com você!

Ele soltou um suspiro de derrota bem-humorado, assentindo com a cabeça.

— Tá bom, mulher mandona. Você venceu. Vamos lá para a suíte.

Seguimos para o quarto dele. O espaço era sóbrio, amplo, decorado em tons de cinza e madeira nobre, com uma cama king-size desfeita no centro. Puxei a mala de bordo de cima do armário e a abri sobre o pufe aos pés da cama.

Ele não respondeu com palavras.

Bruno deu um passo à frente, quebrou o restante da distância entre nós e passou a mão boa pela minha cintura, me puxando contra o seu corpo como se eu fosse a única coisa no mundo que importasse. Seus lábios colidiram com os meus em uma voracidade avassaladora.

Diferente do beijo doce de minutos atrás na sala, agora havia uma urgência febril. A boca dele devorou a minha, a língua quente deslizando com autoridade, me fazendo soltar um gemido abafado contra a sua garganta. Tentei apoiar as mãos nos ombros dele por puro reflexo, mas no segundo em que a ponta dos meus dedos tocou a faixa da tipoia, a razão tentou me puxar de volta.

— Amor… espera — pedi entrecortada, tentando recuar o rosto com o coração disparado. — O seu ombro… você não pode fazer esforço, a cirurgia tem poucos dias…

Ele segurou a minha nuca com os dedos firmes, me impedindo de fugir do calor dele.

— Eu sei exatamente onde estão os meus limites, Katlyn. Para de se preocupar por um segundo.

A respiração dele vinha pesada, batendo contra o meu queixo.

— Eu passei a semana inteira te vendo cuidar de mim, me olhando com esse carinho todo, me chamando de amor… Eu não quero que a nossa primeira vez seja uma corrida contra o relógio antes de uma viagem. Mas porra… eu não aguento mais ter você debaixo do meu teto e não poder te tocar.

As palavras dele acenderam uma labareda que correu direto para o meu ventre.

Nós tínhamos nos respeitado desde o resgate, mantendo a distância e os toques nos limites seguros por causa da recuperação dele, mas aquele desejo represado estava acumulado há dias.

Com as mãos trêmulas pela adrenalina e pela entrega, levei os dedos à barra da minha blusa e a puxei pela cabeça em um movimento único, deixando-a cair sobre a cama. Em seguida, desafivelei o cinto e empurrei a calça jeans pelas minhas pernas até ficar apenas com a minha lingerie de renda preta diante dele.

Eu encarei ele com um sorriso nos lábios eu disse:

— Então vem tocar…

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