Capítulo 260 — Certeza absoluta
Katlyn Pratt
Bruno paralisou. O olhar dele desceu devagar por cada centímetro da minha pele, as pupilas dilatadas como a própria noite, o peitoral largo subindo e descendo em uma respiração descompassada.
— Caralho… — ele soltou a palavra em um rosnado baixo e rouco, um meio sorriso fascinado curvando os lábios dele. — Preto combina pra cacete com você, loira. Mas eu ainda vou te ver naquela de renda vermelha.
Mordisquei o lábio inferior, sentindo o calor subir pelas minhas bochechas com a lembrança.
— Foi a primeira peça que eu coloquei dentro da minha mala de viagem, senhor Coletti.
Ele soltou um rosnado gutural, os olhos brilhando em pura perdição.
— Sua pestinha, Katlyn. — ele resmungou e eu ri.
Bruno me puxou delicadamente pela cintura, me guiando para trás até que a parte posterior das minhas coxas tocasse a beirada do colchão da cama king. Ele se ajoelhou à minha frente, os joelhos afundando no tapete felpudo, me deixando sem ar diante da devoção daquele homem forte prostrado aos meus pés.
— Relaxa para mim, querida — ele pediu em um sussurro aveludado, a mão boa subindo pela parte interna da minha coxa, fazendo a minha pele se arrepiar inteira com a eletricidade do toque. — Deixa eu te mostrar um pouco do que você faz comigo.
Quando os lábios dele tocaram a minha pele e a sua boca encontrou o meu centro com uma precisão quente e compassada, o mundo exterior simplesmente evaporou.
Prendi os dedos nos cabelos escuros da cabeça dele, soltando um gemido rouco que preencheu o silêncio daquele quarto. Bruno dominou o meu corpo com uma paciência e uma intensidade arrebatadoras.
Ele alternava toques firmes e carícias lentas, aprendendo as minhas reações a cada suspiro, me puxando cada vez mais para a borda de um precipício doce e inebriante.
— Olha para mim, Katy — ele comandou em um sussurro rouco entre os toques, erguendo os olhos brilhantes para sustentar o meu olhar desarmado. — Sente isso. É tudo seu.
Não consegui segurar. A primeira onda de prazer me atingiu com a força de uma maré alta, fazendo o meu corpo estremecer em espasmos incontroláveis enquanto o meu peito subia e descia em busca de oxigênio. Enterrei o rosto nas mãos por um segundo, atordoada com a força daquela sensação.
Mas Bruno não parou.
Com aquele olhar predatório e determinado de quem não aceitava nada pela metade, ele continuou a me guiar, insistindo com toques ainda mais certeiros e vorazes, me puxando para uma segunda espiral de sensações tão densa que arrancou outro grito abafado da minha garganta antes de me desmanchar por completo contra os lençóis.
Quando o meu corpo finalmente começou a desacelerar e a respiração encontrou um ritmo menos doloroso, abri os olhos devagar.
Bruno estava de joelhos diante de mim, apoiado na borda da cama, com um sorriso incrivelmente satisfeito, lindo e arrogante estampado nos lábios úmidos. Ele parecia um rei que acabava de contemplar a sua maior conquista.
Aquele sorriso me desarmou, mas também acendeu algo primitivo e ousado que eu nem sabia que existia mais dentro de mim.
Ajeitei o meu corpo na cama, apoiei os joelhos no colchão e engatinhei até parar bem na frente dele.
Bruno arqueou uma sobrancelha, os olhos faiscando de curiosidade.
— O que você está fazendo, loira?
Não respondi.
Mantive os olhos cravados nos dele, estendi as duas mãos e desci os dedos até o cós do moletom dele. Puxei o tecido elástico para baixo em um movimento firme e decidido, liberando o seu membro pulsante e rígido.
Segurei o membro dele com a mão morna, sentindo o calor denso da pele sob os meus dedos.
Bruno soltou uma respiração entrecortada e tentou abrir a boca para dizer algo, mas eu me inclinei para a frente e selei os meus lábios nos dele em um beijo feroz, misturando o nosso próprio gosto em uma carícia urgente que calou qualquer protesto que a mente dele tentasse formular.
Minha mão não parou um único segundo, ditando um ritmo lento e firme que o fez tensionar o abdômen por inteiro.
Rompi o beijo devagar, deixando apenas um fio de ar entre as nossas bocas.
— Minha vez de cuidar de você, amor.
Desci o meu corpo pelo colchão até ficar à altura dele. Inclinei a cabeça e envolvi o comprimento dele com a minha boca quente.
Um urro rouco, rascante e cru escapou da garganta do Bruno.
Os nós dos dedos da mão boa dele se prenderam com força nas mechas dos meus cabelos, não para me afastar, mas para se ancorar na realidade. Eu não hesitei por nenhum segundo. Abracei cada centímetro dele com devoção, explorando a sensibilidade daquele homem com uma lentidão que parecia levá-lo à loucura.
O peito dele arfava, os músculos da coxa tremiam e ele jogou a cabeça para trás, encarando o teto com a mandíbula cerrada.
— Katlyn… porra… — a voz dele saiu estraçalhada pelo prazer, os dedos afundando nos meus fios. — Minhas pernas… eu não vou conseguir segurar, querida… Eu vou perder o controle…
Afastei os lábios apenas o suficiente para encará-lo de baixo, com os olhos brilhando em pura determinação.
— Eu não quero que você se segure, amor. Eu quero você gozando na minha boca. Eu vou sugar até a última gota do seu prazer.
Ele me encarou lá de cima, os olhos tão escuros que pareciam dois abismos de pura perdição.
Com cuidado para não forçar a articulação dele, me levantei da cama e o ajudei a vestir uma camiseta de algodão preta e limpa, ajeitando a tipoia sobre o tecido com carinho. Fui até o banheiro, lavei o rosto, passei uma água fresca no corpo e vesti a minha calça jeans e uma blusa, prendendo os cabelos em um coque alto e despojado.
Descemos pelo elevador privativo. Assim que cruzamos a porta de vidro do edifício e saímos para a calçada, a SUV preta do Dominic estava estacionada rente ao meio-fio com o pisca-alerta ligado.
Colocamos a mala dele no bagageiro traseiro e entramos no banco de trás do veículo.
No segundo em que fechei a porta, Taylor virou o tronco pelo vão dos bancos dianteiros, semicerrando os olhos castanhos na minha direção com um sorrisinho diabólico.
— Ora, ora… A minha gasparzinho está com as bochechas vermelhas feito um tomate maduro. Eu nem vou ter a audácia de perguntar o que vocês dois estavam fazendo lá em cima que demorou tanto. Só posso imaginar que envolvia corpos trabalhando.
Senti o sangue subir em disparada para o meu rosto, queimando as minhas orelhas na mesma hora.
— Taylor! Nós estávamos apenas fechando a mala do Bruno…
— Taylor, pelo amor de Deus, cala a boca — Dominic repreendeu da direção, olhando pelo retrovisor interno com uma carranca pesada. — A Arianna está bem aí na cadeirinha. Modera esse vocabulário.
Taylor deu de ombros com total desdém.
— Ah, por favor, grandão. Como se a sua santa fosse entender o que um casal com fogo na roupa faz quando fica trinta minutos trancado em um quarto.
Bruno soltou uma gargalhada rouca ao meu lado, enquanto Dominic bufava irritado e engatava a marcha, fazendo o carro arrancar com suavidade em direção à rodovia interestadual que nos levaria para o norte.
Me encolhi no banco de couro, ainda tentando disfarçar a vergonha, quando senti o calor da mão direita do Bruno pousar sobre a minha coxa.
Ele se inclinou devagar, roçando a ponta do nariz na minha têmpora antes de sussurrar bem baixinho, apenas para os meus ouvidos:
— Se depender de mim, minha loira… você vai passar esse final de semana inteiro exatamente com essa cor linda no rosto.
Virei o rosto para ele, sustentando a intensidade daquele olhar escuro com um sorriso cúmplice nos lábios.
— Isso é uma promessa, senhor ranzinza?
Bruno deu um beijo suave na ponta do meu nariz antes de responder com a convicção mais linda daquele mundo:
— É uma certeza, Katlyn. Uma certeza absoluta.

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