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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 188

Capítulo 188 — Marcas do Passado

Damien Knight

O dia na empresa sem o Tristan tinha sido um verdadeiro teste de resistência para a pouca paciência que me restava. Reuniões de conselho intermináveis, relatórios fiscais para analisar, contratos internacionais para assinar e, acima de tudo, a tensão constante e sufocante de todo o drama que estava envolvendo a minha vida e a dos meus amigos e irmãos de alma.

A minha mente não parava um segundo sequer. Por isso, quando o Ozzie me pediu ajuda para supervisionar o evento VIP no Donjon, achei que seria uma excelente oportunidade para sair da rotina e esfriar a cabeça.

A breve conversa que mantivemos no balcão de mármore do bar com aquelas duas submissas foi puramente social, um gesto de cortesia exigido pela gestão de um clube desse porte. Não havia um milímetro de interesse real da minha parte ou da do meu primo. A minha mente, o meu corpo e a minha alma pertenciam a uma única mulher.

E quando a Emma surgiu de surpresa no salão, com aquele ciúme possessivo, agressivo e perigoso estampado naqueles olhos azuis intensos, isso só me provou o quanto ela me amava e o quanto nos pertencíamos.

Bastou eu puxá-la para o meu peito, impor a minha presença dominadora em um beijo profundo e sussurrar no seu ouvido para reverter a situação inteira a meu favor. Não existia e nunca existiria outra mulher neste mundo capaz de chamar a minha atenção; a Emma era única, a dona absoluta da minha vida e o meu único porto seguro.

Algumas horas se passaram no salão. Confesso que era até cômico observar a dinâmica: a Emma e a Taylor pareciam duas leoas de guarda, praticamente rosnando juntas para qualquer mulher que ousasse passar a menos de dois metros de distância de mim ou do Dominic. O ar de posse delas era inegável.

O clima pesado e tenso só deu lugar a um momento de pura celebração quando o Ozzie e a Fernanda finalmente retornaram do escritório. O brilho no rosto dos dois dizia tudo antes mesmo de falarem: eles iam se casar. Ozzie já tinha me contado sobre o anel que comprou, ele só estava esperando o momento certo e parece que ele chegou.

A comemoração entre nós foi imediata. Puxei o meu primo levemente de lado, sentindo um aperto bom no peito e um orgulho gigante ao ver o homem que ele tinha se tornado depois de todas as tempestades do passado.

— Parabéns, irmão… Você merece essa felicidade mais do que qualquer pessoa neste mundo. — murmurei, a minha voz saindo embargada por uma emoção verdadeira.

Nós nos abraçamos com força, um abraço firme de irmãos de alma que dispensava palavras longas. Ao nosso redor, as meninas pulavam e comemoravam juntas com a Fer, admirando o brilho impecável do anel de platina no seu dedo.

— Pois é, loirão! — Taylor disparou com a sua habitual e inconfundível cara de pau, dando um tapa forte nas costas do Ozzie. — Agora você está oficialmente acorrentado para o resto da vida! Seja muito bem-vindo ao clube dos homens totalmente dominados pela mulher!

— Que história é essa Taylor? Desde quando esse clube existe? — Dominic perguntou a esposa, que deu um tapa no peito dele.

— Qual é grandão? Você é até vip nesse clube?

— Vip… — ele resmungou e todos nós caímos na gargalhada.

Ozzie fez questão de pedir ao barman uma garrafa do melhor e mais caro champanhe da casa para brindarmos àquela união. Todos nós estávamos rindo, genuinamente felizes com a notícia, quando a temperatura ambiente do salão simplesmente despencou para abaixo de zero.

Uma presença indesejada, sombria e repugnante fez o ar do Donjon ficar denso.

Verônica Ortega se aproximava a passos lentos do nosso grupo. Caminhava com elegância sobre saltos agulha altos, trajava um vestido de grife perfeitamente ajustado e ostentava aquele seu sorriso cínico, frio e vitorioso no rosto, como se fosse a dona do mundo.

Dominic deu um passo à frente no mesmo milésimo de segundo. A sua postura ereta de agente encarregado do FBI travou de imediato, e o seu olhar queimou em pura fúria por ainda não ter conseguido manter aquela desgraçada trancada em uma cela na delegacia.

— Acho que a equipe de limpeza do Donjon está falhando gravemente no controle de pragas hoje. — Ozzie soltou em um tom carregado de puro sarcasmo, cruzando os braços e encarando a mulher com desprezo. — Estou pensando seriamente em proibir a entrada de certas presenças indesejadas a partir de agora. — meu primo concluiu.

Verônica simplesmente ignorou o comentário e passou pelos dois com total desdém. Ela virou o seu rosto diretamente na minha direção, umedecendo os lábios com a ponta da língua de forma provocante, e perguntou em um tom meloso e aveludado.

— Seus amigos já deixaram claro o que pensam sobre a minha presença, mas e você, Dam? Não tem absolutamente nada para me dizer depois de tanto tempo sem nos vermos em um ambiente como este?

Senti a Emma ao meu lado enrijecer o corpo inteiro de imediato. As mãos dela se fecharam em punhos apertados ao lado do corpo com tanta força que as juntas dos seus dedos ficaram completamente brancas.

Ozzie apenas assentiu com um movimento rígido e impassível de cabeça, sem dar espaço para conversa.

Mas a Verônica simplesmente odiava sair por baixo. Ela odiava sentir que não tinha o controle total da situação ou que estava sendo diminuída. Ela cravou aqueles olhos manipuladores nos meus, abrindo um sorriso cafajeste e carregado de segundas intenções que fez o meu sangue ferver.

— Eu estou procurando um Dom experiente e qualificado para uma sessão bem ousada esta noite… E então, Dam? Se habilita? Pelos velhos tempos?

A desgraçada só não previu o verdadeiro furacão loiro e irrefreável que acabou de despertar com essa provocação barata.

Sem qualquer aviso prévio ou hesitação, a Emma se soltou do meu braço com uma força e uma agilidade impressionantes, avançando sobre ela como uma leoa faminta defendendo o seu território.

— SUA DESGRAÇADA!!

A voz da Emma ecoou por todo o salão do bar. Ela cravou as duas mãos com força nos cabelos perfeitamente alinhados da Verônica e puxou os fios com tudo para baixo, fazendo a mulher soltar um urro alto e descontrolado de dor enquanto a sua cabeça era prensada com violência contra a beirada de mármore do balcão.

O caos se instalou no salão em questão de segundos. Tentei avançar num salto para agarrar a cintura da minha namorada e conter a briga, mas a Taylor e a Fernanda se meteram estrategicamente na minha frente, segurando os meus braços e travando a minha passagem de propósito.

— Deixa ela, Dam! Deixa a Emma resolver isso! — Taylor gritou, me segurando com força junto com a Fer.

— Está procurando alguém para te dominar e te ensinar a ter respeito nesta vida, Veve?!

Emma perguntou em um tom mortal e assustador, mantendo a cabeça da Verônica presa contra o balcão pelas raízes dos cabelos, enquanto a desgraçada se contorcia em desespero e tentava se soltar sem sucesso.

— Pois eu vou te ajudar! Não… Eu vou fazer muito melhor: vou te dar uma noite inesquecível de dor e humilhação… Tudo pelos velhos tempos, Veve!

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