Capítulo 187 — Marcados no Coração e na Carne
Fernanda Garcia
A nossa discussão ainda ecoava na minha cabeça, mas já não trazia o amargor do pavor. Trazia a certeza de um amor que não se curva a nada.
O tamanho do que eu sentia pelo Ambrose era assustador, mas ouvir da boca dele que esse sentimento era rigorosamente recíproco, que ele me amava com a mesma intensidade e que lutaria por mim até o fim, arrancou todas as minhas dúvidas de cena.
Eu estava nos braços do homem da minha vida, deitada naquele sofá de couro no escritório do Donjon.
— Eu vou te provar, Fernanda Garcia, que meu amor por você vai além de palavras. E eu nunca vou aceitar que você me deixe… Nunca. — ele murmurou, a voz grave e rouca colada ao meu ouvido, a mão forte subindo pela minha coxa e puxando o tecido do meu vestido sem delicadeza.
— Nunca mais, Ozzie… Eu juro que nunca mais vou pensar nisso. — sussurrei de volta, puxando o pescoço dele e entregando a minha boca sem reserva alguma.
O beijo que se seguiu foi faminto, bruto, uma explosão de desejo sufocado. As mãos grandes do Ambrose desceram pelas minhas costas com força, agarrando a minha bunda por cima do tecido fino antes de desabotoar o meu vestido e arrastá-lo para baixo até os meus cotovelos.
Ele se livrou da própria camisa em um movimento rápido, jogando a peça no chão do escritório. A pele quente do peito dele colou no meu peito, os mamilos se enrijecendo ao contato, enquanto a boca dele abandonava os meus lábios para descer devorando o meu pescoço, chupando a pele macia até me fazer soltar um primeiro gemido rasgado.
Ozzie desceu o corpo pelo sofá, arrastando a boca pelo meu ventre e rasgando a minha calcinha com as próprias mãos sem paciência. Ele afastou as minhas pernas com força, dobrando os meus joelhos para cima, e afundou o rosto no meio das minhas coxas.
Quando a língua quente e ávida dele passou pelo meu clitóris úmido, um grito agudo saiu da minha garganta. Ele usava a boca e a língua em movimentos rítmicos, chupando e lambendo a minha carne com uma fome insaciável, enfiando dois dedos fundos dentro da minha intimidade enquanto o polegar pressionava o meu ponto de prazer.
Meu quadril se ergueu do estofado de couro num reflexo involuntário. Eu agarrei os cabelos loiros dele com força, cravando as unhas no seu couro cabeludo, me contorcendo inteira enquanto a boca dele me devorava sem misericórdia, fazendo o meu líquido banhar os seus lábios.
— Ozzie… Meu Deus, Ozzie!! — eu urrava, a cabeça jogada para trás no estofado, o meu corpo entrando em colapso antes mesmo de ele me ter por inteiro.
Antes que o orgasmo me fizesse desabar, ele subiu o corpo num salto, abriu o cinto da calça e libertou o seu membro ereto e pulsante. Ele segurou o próprio membro com a mão, posicionou a cabeça grande e úmida na minha entrada encharcada e empurrou de uma vez só, fundindo nossos corpos em uma estocada seca e violenta que me fez perder o ar.
A sensação de ser preenchida até o fundo por aquele membro grosso me fez soltar um uivo abafado.
— Olha para mim, Fer! — ele ordenou em um tom rouco e dominador, segurando os meus dois pulsos acima da minha cabeça e cravando aqueles olhos azuis selvagens nos meus. — Olha para mim e fala… Diz que você é inteiramente minha!
— Eu sou sua, Ozzie… Eu sou sua! Toda sua!! — respondi num fio de voz, o ritmo das estocadas dele aumentando drasticamente.
O som da pele dele batendo contra a minha bunda ecoava com força pela sala fechada. Ambrose me tomava com uma voracidade quase animal: ele entrava e saía de mim até a ponta, para depois me fundir de novo até o fundo da minha carne, fazendo o meu corpo balançar no sofá de couro.
Senti os beijos brutos dele no meu queixo, na minha bochecha, a língua dele invadindo a minha boca para engolir os meus gemidos altos e descontrolados.
Ele segurou a minha perna esquerda e a jogou por cima do seu ombro, mudando o ângulo da penetração. O membro dele roçava exatamente onde eu mais precisava, no fundo, me rasgando de prazer.
— Você é minha mulher, Fernanda! Ninguém toca em você, ninguém te tira de mim!! — ele urrava contra o meu pescoço, socando a minha carne com estocadas cada vez mais rápidas, violentas e profundas.
As minhas paredes começaram a se contrair involuntariamente ao redor do membro dele, apertando-o com força. O prazer virou um choque elétrico que queimou as minhas veias. Enrosquei a minha perna direita na cintura dele, cravando as unhas nas suas costas, puxando o corpo dele para colar ainda mais no meu.
Ajustei meu cabelo na frente de um espelho pequeno que tinha na parede. Quando me virei de volta para o ambiente, me deparei com uma cena que fez o meu coração dar um salto na garganta: Ozzie caminhou a passos lentos até mim e se ajoelhou no chão de carpete, bem na minha frente.
Olhei para ele completamente confusa e emocionada. Ele abriu aquele seu sorriso de lado, aquele sorriso charmoso e único que sempre fazia as minhas pernas fraquejarem, segurou as minhas duas mãos com carinho e começou a fazer a declaração mais linda e pura que já ouvi na minha vida toda.
— Na primeira vez que eu vi você naquele quarto na casa do Noah, assustada e machucada pela vida… Você derrubou, em questão de milésimos de segundo, cada uma das barreiras que eu tinha passado anos construindo ao redor do meu coração. Depois de tudo o que aconteceu comigo e de todo o trauma com a Kat no passado, eu jurei para mim mesmo que nunca mais na vida conseguiria nutrir sentimentos reais por outra mulher. Mas aí você chegou, Fernanda… E mudou absolutamente tudo na minha história.
Senti as primeiras lágrimas quentes começarem a transbordar pelos meus olhos.
— Você me mostrou que o amor de verdade não precisa de anos para acontecer e nem de provas absurdas. Ele simplesmente acontece quando tem que acontecer. O meu coração escolheu você naquele quarto, e decretou que era para a vida toda no segundo em que te dei o nosso primeiro beijo no carro. — ele continuou, a voz dele embargando levemente pela emoção pura. — Eu te amo mais do que qualquer coisa neste mundo, Fer. E você me faria o homem mais feliz, completo e abençoado deste universo se aceitasse ser minha… Mas não só de palavra. Minha em tudo. Fernanda Garcia, por favor me diz… Você aceita se casar comigo?
Ambrose puxou uma pequena caixa de veludo preto do bolso e a abriu diante de mim. Dentro dela, repousava um anel deslumbrante, perfeito, esculpido em platina com uma pedra central na cor exata dos olhos dele: um azul marcante, profundo e hipnotizante.
Levei as duas mãos à boca, o meu choro desabando de vez em um soluço profundo de pura felicidade. Não pensei em mais nada: me ajoelhei no chão do escritório junto com ele e o puxei com força para um beijo desesperado e apaixonado.
Ozzie murmurou com a boca colada à minha, a voz trêmula de expectativa:
— Por favor, minha vida… Me diz que esse beijo é um sim.
Eu ri no meio das lágrimas, separando os nossos lábios por um milímetro apenas para segurar o rosto dele com as minhas mãos e encarar aquelas pupilas azuis maravilhosas.
— Sim, amor!! Mil vezes sim! É claro que eu aceito se casar com você!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar