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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 149

Capítulo 149 — Diagnóstico de Sangue

Emma Anderson

Ver a minha melhor amiga estirada ao pé daquela escada, inconsciente e com o sangue de sua própria vida manchando o mármore frio do hall, me trouxe lembranças e sentimentos que há muito já estavam adormecidos dentro do meu peito.

Naquele milésimo de segundo de puro pânico, a imagem dos meus pais no dia daquele trágico acidente se misturou de forma avassaladora ao medo visceral de perder alguém tão absurdamente importante para mim como a Aubrey.

Mas eu não me deixei abater. Eu não podia. Eu precisava, com cada fibra do meu ser, acreditar que a minha amiga e o meu sobrinho do coração ficariam bem. Eles tinham que ficar.

A suspeita da Tay era a suspeita de todos nós. A Bree não tinha caído por acaso daquela escada. Ela tinha sido empurrada do topo daqueles degraus, e nós sabíamos muito bem quem tinha sido a única pessoa fria, calculista e covarde o suficiente para ser a responsável por tamanha atrocidade.

Assim que chegamos ao hospital geral, o peso do mundo pareceu desabar sobre os meus ombros. Corri imediatamente para os braços do homem que tem sido a minha âncora mais segura nos últimos meses, além de ser o grande amor da minha vida.

Damien me acolheu em seu peito de forma protetora, me apertando contra si com uma firmeza que me fez respirar um pouco mais devagar. A Tay e o Dom saíram por alguns minutos para conversar no estacionamento, e o restante de nós ficamos ali, amontoados na recepção da emergência, esperando angustiados por qualquer notícia.

— Como você está, meu amor? — Damien perguntou baixinho, a voz grave vibrando contra a minha cabeça enquanto ele apertava os braços fortes ao redor da minha cintura.

— Estou bem, dentro do possível… — sussurrei, encostando o meu rosto no tecido da sua camiseta. — Mas confesso que vê-la ali jogada, ver aquele sangue todo escorrendo pelo mármore…

Eu não precisei terminar a frase. Meu namorado entendeu perfeitamente bem o que eu queria dizer e o quanto aquela cena havia acionado os meus traumas do passado.

— Sinto muito por você ter que passar por isso, amor. — ele disse, depositando um beijo terno e demorado na minha têmpora. — Eu sei o quanto você já perdeu nessa vida e o quanto essas feridas doem, mas eu te garanto que a Aubrey vai sair dessa. Sua amiga é forte, ela vai ficar bem.

Assenti com um aceno rígido de cabeça, sentindo as lágrimas quentes queimarem os meus olhos enquanto lutava para me manter inteira. Ficamos mais alguns minutos naquele silêncio tenso, até que as portas duplas da ala restrita se abriram e o Elijah e a Ester saíram lá de dentro, caminhando direto na nossa direção com semblantes sérios.

Tristan passou a mão de forma violenta pelos cabelos, os olhos verdes carregados de uma dor tão profunda que me partiu o coração.

— Por conta disso, ela ainda vai precisar ficar sob observação médica rigorosa na UTI. — Elijah continuou, o tom de voz se tornando ainda mais denso. — Não apenas pelo sangramento intracraniano na cabeça, mas porque em casos de quedas de grande impacto como essa, o risco de uma hemorragia interna tardia ainda se faz presente, assim como o risco de um aborto espontâneo absoluto nas próximas vinte e quatro horas.

Enterrei o meu rosto com força contra o peito do Damien, apertando o tecido da sua camiseta enquanto me forçava ao máximo para não chorar alto, enquanto o Tristan dava um passo para trás, completamente sem ar diante da possibilidade terrível de ver o seu maior sonho ser arrancado de seus braços de uma vez por todas.

— Meu filho... meu filho ainda pode morrer? — a voz do Stan saiu quebrada.

Elijah soltou o ar, antes de responder.

— Sinto muito, irmão. Mas sim, o risco do aborto... ainda é real.

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