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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 229

Capítulo 229 — O juramento

Damien Knight

Luca inclinou o rosto para o lado, ajeitando a franja loira.

— Vou ter mais irmãozinhos? — a pergunta dele tão inocente e sincera nos pegou de surpresa.

— Misericórdia!! — Ellie disse em um tom indignado. — Não são dois bebês, são quatro??

Emma e eu não resistimos e gargalhamos.

— Misericórdia digo eu Ellie, eu já estou surtando com dois.

Todos nós rimos dessa vez, quando o momento descontraído passou, encarei meu filho e falei.

— Não meu amor, não é sobre mais irmãozinhos que quero falar. É sobre a sua avó Izabel.

A postura antes descontraída do meu menino enrijeceu na mesma hora.

— O senhor vai dizer que preciso ir lá ver ela? Eu não queria ir papai, ela não gosta de mim.

Engoli em seco, buscando o equilíbrio exato entre a honestidade e o cuidado com a inocência do meu filho. Deslizei a mão até segurar os dedinhos pequenos dele.

— Claro que ela gosta de você, campeão. Além de você ser um garotinho incrível, você é um pedaço da Clara. A sua avó só não sabia muito bem expressar esse carinho. E sobre você ir vê-la, isso não vai acontecer. Porque a sua avó Izabel partiu, filho.

Luca franziu a testinha, confuso.

— Ela já voltou pra a casa dela? Não tem problema, a gente liga depois pra ela, né mamãe? — ele perguntou com expectativa para Emma.

— Infelizmente não vamos poder ligar pra ela, meu amor… — Emma respondeu com aquela voz doce e aveludada, passando as mãos nos cabelos do Luca. — Porque a sua avó não foi pra casa dela, ela virou uma estrelinha. Assim como a sua mamãe Clara e os meus pais e da Ellie.

O silêncio reinou na sala por alguns instantes. Luca olhou para o chão, absorvendo a notícia com uma maturidade que sempre me impressionava, embora uma ponta de tristeza infantil transparecesse no seu biquinho tímido.

Ellie se aproximou mais, segurando o bracinho do amiguinho que agora ela chamava de irmão em um gesto puro de solidariedade.

— Então, se ela virou estrelinha… Ela não vai mais poder vir me visitar? — Luca perguntou baixinho, com a voz embargada.

Puxei o corpo do meu filho para a beirada do sofá e o envolvi em um abraço forte, encostando a bochecha dele na minha.

— Não, campeão… Ela não vai mais poder vir aqui.

Luca passou os bracinhos curtos ao redor do meu pescoço, soltando um suspiro pesado.

— Eu… eu acho que ela realmente não gostava de mim. Mas… mas eu não queria que ela fosse para o céu, papai… eu não queria…

— Eu sei, meu amor — murmurei, beijando a têmpora dele com ternura. — Nenhum de nós queria. Mas a vida tem caminhos que a gente não controla. O que nós podemos controlar é o amor e o cuidado que nós temos aqui dentro da nossa casa.

Ellie esticou o corpinho miúdo e tocou no irmão.

— Tá tudo bem Luquinha, lá no céu tem muita gente pra receber a sua vovó. Né Emma?

Emma respondeu com a voz embargada.

— Eu não tenho dúvidas de que vocês serão os melhores irmãos do planeta — Emma disse, selando a nossa união com beijos estalados nas bochechas das crianças.

Pedi para os dois irem até a cozinha buscar picolés com a Leah antes de voltarem para o gramado. Assim que a porta de correr se fechou e ficamos apenas nós dois na sala íntima, me levantei da mesinha e puxei a Emma pela cintura, erguendo o corpo dela do sofá até colá-la totalmente contra o meu peitoral.

— Acha que ele entendeu sobre a avó? Será que fui direto demais?

Emma passou os braços ao redor do meu pescoço, encostando a testa na minha.

— Você foi perfeito, amor… Tão doce, tão seguro. E o Luca foi tão maduro pra idade dele. Eu sei que ele entendeu, e que vai digerir tudo do jeitinho dele, e no tempo dele. Você é maravilhoso Dam, é o melhor pai que existe.

— Eu só sou esse homem por sua causa, Em — murmurei, sentindo a respiração quente dela bater nos meus lábios. — Você é a luz que colocou tudo nos eixos quando a minha vida era pura escuridão.

Desci a minha boca sobre a dela em um beijo profundo, lento e apaixonado. Nossas línguas se encontraram com a urgência de quem sobreviveu a tempestades cruéis para encontrar o porto mais seguro deste universo.

Apertei a cintura da minha namorada com possessividade e carinho, ouvindo um suspiro suave escapar da garganta dela contra a minha boca.

Quando o beijo terminou, mantive os meus lábios colados na curva macia do pescoço dela, sentindo o perfume doce que era a minha perdição.

Acariciei as costas da minha mulher com as mãos firmes, encarando os seus olhos azuis brilhantes com uma devoção absoluta:

— O mundo lá fora pode desmoronar, Emma… Mas enquanto houver ar nos meus pulmões, o meu amor será a sua muralha, a sua paz e a garantia inegociável de que nada e ninguém encostará um único dedo no que é nosso.

Encostei a minha testa na dela antes de concluir.

— Eu prometo.

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