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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 139

Capítulo 139 — O Peso da Realidade

Tristan Blackwood

As palavras da Aubrey ficaram presas na minha mente, ecoando por segundos longos demais, antes que as engrenagens do meu cérebro finalmente dessem o estalo final.

— Significa que nós dois vamos ter um bebê, Tristan…

Olhei fixamente para ela. A expressão no rosto pálido da minha mulher mostrava o quanto ela estava apreensiva, com o coração na boca, esperando desesperadamente pela minha reação.

Lentamente, como se estivesse diante do cristal mais precioso do mundo, estendi a minha mão trêmula e a espalmei sobre a superfície da barriga dela.

— Eu… Eu vou ser pai? — murmurei, a minha voz saindo rouca, quase sumindo na garganta.

Aubrey assentiu com um aceno sutil de cabeça, os olhos verdes fixos nos meus. Segurei o rosto dela entre as minhas duas mãos, aproximando nossos corpos.

— Amor… Você vai me dar um filho? De verdade?

As lágrimas dela, que haviam dado uma breve trégua, voltaram a correr livremente pelo seu rosto, lavando as suas bochechas.

— Sim, meu amor… Nós dois vamos ter um bebê. E eu vou te confessar que estou assustada pra caralho com tudo isso.

O quarto, que até então estava imerso em uma tensão sufocante, rompeu em risos instantâneos com o palavrão sincero dela. Não perdi mais nenhum segundo com perguntas.

Puxei o corpo dela para cima e a capturei em um beijo intensamente profundo, faminto e carregado de uma gratidão absurda pelo presente divino que ela estava colocando nas minhas mãos.

O mundo lá fora podia estar desabando, mas ali dentro eu era o homem mais rico do universo.

— Ok, ok… Acho que a nossa Breezinha precisa urgentemente de um momento a sós com o boy dela para processar a notícia — a voz cortante e divertida da Taylor chamou a atenção de todas as mulheres no quarto, que começaram a se movimentar.

— Ah, eu sinto muito, senhor Blackwood, mas antes de sair deste quarto eu preciso dar um abraço apertado na minha menina — Leah disse, a voz completamente embargada pela emoção e os olhos cheios de lágrimas.

Assenti com um sorriso cúmplice, dando espaço. A governanta se aproximou da cama a passos largos e abraçou com força o corpo da sobrinha, apertando-a contra o peito.

— Parabéns, minha criança. Você merece toda a felicidade do mundo, Deus te abençoe.

Aubrey abraçou a tia de volta com o mesmo carinho, fungando contra o ombro dela.

— Obrigada, tia. Mas já vai se preparando psicologicamente, porque você vai ser vovó muito em breve.

As duas riram juntas, desfazendo o abraço. Em seguida, uma a uma, as meninas se aproximaram da cama para nos parabenizar com beijos e palavras de incentivo.

Emma foi a última da fila. Ela abraçou a Aubrey com uma doçura imensa e sussurrou.

— Parabéns, meu amor. Eu estou simplesmente adorando a ideia de ser tia.

Bree murmurou um "obrigada" baixinho, ainda com o rosto colado ao da amiga.

— Tudo bem, meninas, agora vamos deixar os dois curtirem a notícia em paz — Emma anunciou, assumindo o comando do grupo. — Vamos descer e contar a novidade para os meninos, que continuam mofando na mesa do café da manhã junto com as crianças.

— Não sei como o Ozzie ainda não subiu. — Fernanda disse divertida.

— Eu proibi meu grandão de sair daquela mesa até eu voltar. — Taylor contou e Emma riu antes de falar.

— Damien ainda não tinha conseguido nem dar um gole no café dele por conta da tagarela da minha irmã, sair de lá para ir trabalhar já é uma luta, que dirá para subir aqui ver o que está acontecendo. — todas elas riram, Emma se virou pra mim. — Nós vamos descer, mas qualquer coisa é só chamar.

Assenti com um aceno e elas saíram do quarto em silêncio, fechando a porta de madeira atrás delas. No exato milésimo de segundo em que o trinco bateu, indicando que estávamos totalmente sozinhos, puxei a Aubrey de uma vez para o meu colo e a beijei novamente.

verdes fixos nos meus, transbordando uma seriedade dolorosa.

Arqueei as sobrancelhas, relaxando o corpo e deixando um sorriso de canto surgir nos meus lábios para tentar desarmar o fantasma que a assombrava.

— Bem… Eu acho que você acabou de me dar o passe livre definitivo para nós ficarmos juntos pelo resto das nossas vidas, querida. Você não vai conseguir se livrar de mim nem se tentar.

Falei em um tom leve e descontraído, tentando trazer alguma graça para o momento, mas a Aubrey pareceu não receber a declaração da mesma maneira.

O semblante dela continuou pesado, imerso em uma névoa de preocupação.

— Aubrey, conversa comigo — pedi, mudando o meu tom para algo sério e focado. — Me diz, detalhe por detalhe, tudo o que está passando por essa sua cabecinha agora. Sem rodeios.

Ela estendeu a mão trêmula e a espalmou na minha bochecha, acariciando a minha barba por fazer.

— Eu te amo, Tristan… Mais do que eu jamais pensei ser possível amar alguém nesta vida. E eu estou genuinamente muito feliz por estar carregando um filho seu aqui dentro. Eu já amo esse bebê tanto quanto eu amo você.

Passei o meu nariz pelo dela, repetindo a nossa carícia de identidade, e sorri com as palavras dela.

— Eu também te amo, Aubrey. E já amo desesperadamente o nosso filho. Você não faz ideia do tamanho.

— Então, se nós dois nos amamos desse jeito, e se nós dois amamos o futuro que estamos construindo juntos aqui dentro… — coloquei a mão em sua barriga. — Qual é o problema real, meu amor? O que está te prendendo?

Senti um leve e nítido tremor na mão dela que ainda repousava contra o meu rosto. Aubrey engoliu em seco, prendeu os seus olhos firmemente nos meus, sem desviar um milímetro, e disparou a frase que me puxou com força de volta para a minha outra e maldita realidade.

— Tristan… Como você acha que a Giovanna vai reagir quando descobrir que… eu também estou esperando um filho seu?

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