— Ele está bem, apenas bebeu demais e desmaiou. — Marcelo fez um julgamento calmo e disse ao garçom que entrou ao ouvir o barulho: — Por favor, limpe isso e traga uma toalha quente e uma sopa para curar a ressaca.
O garçom concordou imediatamente, limpou os cacos de vidro e as manchas de bebida e rapidamente trouxe a toalha quente e a sopa.
Fabiano Ribas e Diogo Rocha ajudaram Marcelo a colocar Henrique Faria no sofá comprido ao lado para deitar, limpando seu rosto e mãos com a toalha quente.
Henrique Faria dormia profundamente, sem reação.
— Uau, quanto ele bebeu para estar tão cheio de preocupações assim? — Fabiano Ribas balançou a cabeça e olhou para Marcelo. — Elisa? Quem é?
Marcelo não respondeu; seu olhar recaiu sobre Renato Faria, que estava sentado rigidamente com um olhar vazio: — Não sei.
— Renato Faria? — Diogo Rocha também notou que havia algo errado com ele e o chamou.
Renato Faria pareceu ser acordado e voltou a si de repente.
Ele levantou a cabeça, olhou para Henrique Faria inconsciente no sofá e depois para Marcelo, Fabiano Ribas e Diogo Rocha, que o observavam.
Ele se levantou abruptamente: — Eu... eu vou ao banheiro.
Deixando essa frase, ele quase fugiu, saindo a passos rápidos.
Fabiano Ribas e Diogo Rocha se entreolharam, ambos confusos.
— O que deu nesses irmãos... hoje? — murmurou Fabiano Ribas. — Um se embebedando e o outro perdendo a alma.
...
Quando Marcelo voltou para casa, já era tarde da noite.
Bianca não estava no escritório nem no quarto; ela estava encolhida no sofá com um cobertor sobre as pernas, segurando um grosso livro sobre Finanças Corporativas e Modelagem de Avaliação, e ao lado havia vários livros de estudos de casos abertos.

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