Na manhã seguinte, Bianca acordou por causa do relógio biológico.
O corpo estava dolorido, mas a sua disposição, incrivelmente boa.
Ela abriu os olhos e viu que ainda estava nos braços de Marcelo; o braço dele cruzava a cintura dela, dormindo pesado.
A luz da manhã escapava pela fresta da cortina e brincava de claro e escuro no rosto dele.
Bianca olhou para ele em silêncio por um tempo, tirou o braço dele e tentou se levantar.
Assim que se moveu, o braço apertou em volta da cintura de novo.
Marcelo também acordou. Seus olhos não abriram completamente e ele perguntou com a voz arrastada de sono: — Que horas são?
— Sete e meia. — Bianca espiou o relógio digital na mesa de cabeceira.
— Tá cedo, vamos dormir mais um pouco. — Marcelo puxou-a mais para perto e fechou os olhos novamente.
— Não posso. Tenho uma reunião de manhã, preciso chegar cedo. É meu último dia de trabalho, não posso chegar atrasada. — Bianca fez questão de levantar.
Marcelo soltou-a, sentou-se na cama e massageou a testa.
Os dois foram se lavar e trocar de roupa.
No café da manhã, a funcionária viu a cor do rosto de Bianca e o bom humor dela e ficou feliz também, fritando de propósito mais dois ovos de gema mole que a patroa adorava.
Antes de sair de casa, Marcelo chamou Bianca.
— Hoje eu te busco no trabalho e jantamos fora para comemorar. — Ele avisou.
— Comemorar o quê? — Bianca calçava os sapatos.
— Comemorar... — Marcelo pausou e olhou nos olhos dela com um sorriso — comemorar muitas coisas: o fim dos problemas, a recuperação do meu braço, o início das suas férias e também... o Ano Novo Chinês que está chegando.
Bianca abriu o sorriso: — Fechado. Mas talvez eu demore um pouco mais para sair hoje, vou tentar ser o mais pontual possível.
Espaço Criativo.


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