A rocha gigante e inúmeras pedras estilhaçadas passaram zunindo pelas costas e pelas pernas de Bianca. Algumas pedras menores atingiram seu chapéu e seus ombros, doendo tanto que sua visão escureceu.
— Bang! Bang! Bang!
A rocha gigante caiu pesadamente na estrada da montanha logo abaixo e continuou a rolar e bater ao longo da encosta íngreme, provocando mais quedas de pedras e deslizamentos de terra em pequena escala. A poeira subiu aos céus, embaçando a visão num instante.
O caos durou menos de trinta segundos.
Mas, para as pessoas ali no meio, pareceu extremamente longo.
Quando o estrondo parou aos poucos e só restou o som esporádico de pedras rolando e a poeira no ar, a estrada estreita da montanha já estava um caos.
Várias rochas consideráveis bloqueavam o caminho, e mais pedras soltas e galhos quebrados estavam espalhados por todo lado. A passagem, que antes mal dava para atravessar, foi completamente obstruída.
— Bianca, Bianca, onde você está?
— Senhor Duarte, Vitor! Hugo! Vocês estão aí?
— Senhor Zeno! Fernanda! Vocês estão bem?
— Alguém se machucou?!
A voz apavorada de Sofia soou na poeira, chorosa.
Ela teve sorte e andava no fim do grupo.
As pedras que caíram se concentraram na parte da frente e no meio. Ela apenas esfolou o braço numa pedra que voou, e neste momento rastejava para fora de trás de uma grande rocha, com o rosto cheio de poeira e cinzas, chamando seus companheiros em pânico.
— Eu... eu estou bem... — A voz fraca do Senhor Zeno soou.
Ele era mais velho e levou um empurrão forte de Bianca, caindo com força, mas por causa disso teve a sorte de não ser atingido pelas pedras.
— Eu estou aqui...

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