— Senhor Zeno, qual a atual população e o ganho fixo que as pessoas possuem? — Bianca puxou os rabiscos para anotar. As questões eram dadas voltadas na área financeira.
— Veja que outrora habitavam por lá umas duzentas pessoas. Agora todos mais velhos deixaram a aldeia em vista da labuta nos comércios, ficando os mais carentes. Não batem a mais que uma centena. O recurso lá deles parte dos pés do chã da montanha bem como as árvores ricas dos frutos e criadores com os bichinhos nas gaiolas. Os ganhos são baixos e eles mal conseguem se sustentar. — Senhor Zeno arfava.
A Bianca meneou a cabeça para anotar, pondo as traçadas ao vilarejo, anotando o guia dos lados e o esboço mais vasto dos moradores.
— Qual a constância da rede nos postes e web local? Da água inclusive.
— Pode ficar sem em alguns locais a energia. Os barulhos da chuva pioram nos postes de fiação para estragar tudo. Bebem da água das nascentes das rochas. Fazem piscinas nas próprias habitações ao longo da temporada, pegam dos tubos de cima com sabor límpido, todavia o ano na geada as pedras estragam e podem parar na garganta por engolir água sem gosto. — Sofia ditou com o aparelho.
Os dois rapazes inclusive mantinham a vista lá, além do Senhor Duarte a tirar fotos.
— Coloque lá então e apure a horta. No mais as plantações ao solo lá em cima. Acha a terra de muito diferencial aí que seja mais do visual natural para chamar os hóspedes, das minas nas pedras, quedas-d'águas. Tem? — indagou ela.
— Poxa vida, possuímos! — Senhor Zeno empolgou-se. — A Montanha dos Fundos compõe-se de catarata e no período geado não goteja mais que algumas, as árvores com as folhas ricas de frutos, possuindo milênios na certa, sem que estraguem-se, ali mesmo da região, compõe o fluxo enorme e que as nascentes lá nas pontas se juntam para um banho térmico a quem necessita dos cuidados terapêuticos.
— Vamos então seguir em busca lá. Vamos aos montes verificar — ela guardou o ofício na bagagem. — Adiante todos!
Os operários saíram ao rumo ao morro.
As trilhas mantinham a calçada batida devido os pés humanos, irregulares e ruins na passagem.
Bianca e seus ajudantes colocaram botas protetoras que vinham da empresa. Ela usou os tênis próprios ao cimento frouxo. E, sem hesitar, seguiu.
Algumas vezes os passados paravam lá e usava dos guias que tinham feixes das iluminações na parede para anotar medidas. Outras apenas viajavam nas ideias pondo na folha o que precisaria do desenho para montar plantas em locais específicos das paredes na ponta do rochedo.

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