Enquanto falava, ela observava cuidadosamente a expressão no rosto de Marcelo.
— O que você acha?
Marcelo já sabia que esse dia chegaria.
Desde o momento em que Bianca reencontrou seu pai e mãe biológicos, ele sabia que a separação geográfica no futuro seria inevitável.
Ele apoiava todas as decisões dela, incluindo esta.
Ele nunca pensara em ser um obstáculo em seu caminho.
Se a presença dele a limitasse, ele passaria a odiar a si mesmo.
Mas...
Quando este dia realmente chegou, a decepção e o vazio que a racionalidade reprimira com força, ainda afloraram de forma descontrolada.
Como o vento frio no inverno entrando pelo colarinho das roupas repentinamente.
Mas ele não deixou essas emoções transparecerem no rosto.
Ele levantou a mão e acariciou o rosto dela.
— Certo. — Ele assentiu com uma voz firme. — Você deve voltar, a saúde do avô é mais importante, e você também deve começar sua nova jornada. Quando vai partir? Vou arrumar suas malas.
A reação dele foi pacífica e ele pareceu dar apoio.
Bianca olhou para ele, mas seu coração se apertou ligeiramente.
Ela o conhecia bem demais.
Quanto mais ele agia como se nada tivesse acontecido e planejava tudo perfeitamente, mais emoções ele devia estar guardando.
Ele não era o tipo de pessoa que falava abertamente que ia sentir falta e que não queria que ela partisse.

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