— A polícia local e as ambulâncias já receberam a ligação e estão a caminho, mas a estrada da montanha é difícil e levará tempo. O pessoal do Departamento Filantrópico já contactou com urgência as equipes de resgate locais e também estão indo para lá. — Alan reportou com a voz muito rápida. O suor frio cobria a sua testa.
O rosto de Marcelo estava pálido. Ele agarrou o casaco na cadeira e saiu, vestindo-o: — Prepare o carro, vamos para a Montanha Q, agora, já, imediatamente!
— Sim! — Alan acompanhou no mesmo instante e tirou o celular para contatar o motorista e providenciar o carro.
Marcelo caminhou apressado em direção ao elevador. Seus dedos deslizaram rápido na tela do celular, encontrou o número de Bianca e ligou.
— Tu... tu... tu...
O longo som de espera.
— Desculpe, o número chamado está indisponível no momento...
Marcelo desligou e ligou de novo.
Desligou de novo, e tornou a ligar.
Continuava indisponível.
Ele forçou-se a manter a calma, e seu coração doía terrivelmente.
O elevador desceu, e os números saltaram sem parar.
Ele ligou para o telefone de Patrícia.
Chamou algumas vezes e foi atendido.
— Alô, Marcelo? — A voz gentil de Patrícia soou, contendo um pingo de dúvida.
Marcelo respirou fundo.
— Sogra, a Bianca estava numa inspeção do projeto na Montanha Q e sofreu um deslizamento de terra. Ela está desaparecida no momento, não sabemos se está viva. Já estou a caminho do local, e as equipes de resgate locais já saíram, mas vão levar tempo.
No outro lado da linha, houve um silêncio mortal.
Segundos depois, a voz de Patrícia chegou: — Mande-me o endereço. Eu chego já.

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