Sofia desligou o telefone e também correu para escavar as pedras com as próprias mãos ao lado de Otávio.
O Senhor Zeno também lutou para se levantar e ajudar, mas ele era idoso e havia levado um susto; seus movimentos estavam inevitavelmente lentos.
— Encontrei, o Hugo... o Hugo está aqui! — Do outro lado, veio o grito choroso de Vitor.
Uma perna dele estava esmagada por uma pedra, sem conseguir se mexer, mas estava consciente. Ele apontou para a ponta de uma roupa aparecendo debaixo de uma rocha ali perto.
Otávio e Sofia logo dividiram-se, e um deles foi lá checar.
Era Hugo.
Ele havia sido atingido na cabeça e nos ombros por uma pedra maior. Seu rosto estava coberto de sangue, estava inconsciente, mas ainda respirava de forma fraca.
— A ambulância, quando a ambulância vai chegar? — Sofia perguntou ao telefone.
— Já saiu, mas a estrada da montanha é difícil, vai demorar mais de uma hora no mínimo! — A voz do atendente do 120 também parecia ansiosa.
Mais de uma hora...
Não sabiam onde Bianca estava; talvez estivesse soterrada debaixo das pedras, sem saber se viva ou morta. Daria tempo de esperar?
Os olhos de Otávio estavam vermelhos. Seus dedos já estavam feridos e sangrando por cavar com força, e escorria sangue, mas ele parecia não sentir a dor e cavava de forma mecânica.
— Bianca... aguente firme... você precisa aguentar firme...
Na sede da Urbanismo Vanguarda, no escritório da presidência no último andar.
Marcelo esfregou o espaço entre as sobrancelhas e olhou as horas. Uma e quarenta da tarde.
Ele pegou o celular e abriu a tela de bate-papo com Bianca.

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