A chamada não demorou para ser atendida.
— Antigo superior, sou eu, Patrícia. Tenho uma emergência, preciso da sua ajuda...
Depois de arranjar tudo, Patrícia pareceu ter ficado sem forças e encostou-se de leve na beirada da mesa. Os dedos agarravam a borda com força, e as pontas de seus dedos empalideceram.
A filha dela...
De jeito nenhum pode acontecer nada de ruim com ela.
Na Montanha Q, no local do acidente.
O tempo passava de minuto em minuto, e cada segundo era um suplício.
Os policiais da delegacia local e os médicos do posto de saúde municipal foram os primeiros a chegar, enfim.
Vendo o estado terrível do local, eles também ofegaram de susto.
A polícia logo ergueu o cordão de isolamento para evitar que deslizamentos de terra secundários gerassem mais feridos e mortos.
Os médicos começaram de imediato o check-up preliminar e os primeiros socorros dos feridos.
Hugo foi colocado na maca e recebeu tratamento de urgência. A perna de Vitor estava esmagada por uma pedra. Como os bombeiros e a equipe de resgate não haviam chegado, o médico apenas estancou o sangue e aliviou a dor.
Otávio, Sofia e o Senhor Zeno sofreram ferimentos leves em diferentes proporções, mas insistiram em ficar ali.
— Camarada policial, salve a Bianca, rápido. Ela ainda está soterrada ali embaixo! — Sofia disse ao policial enquanto chorava.
O policial fitou a enorme e instável pilha de pedras. O rosto dele ficou sério.
— Nós entendemos a apreensão de vocês, mas o risco de desmoronamento de novo é enorme, não podemos cavar no impulso. Já notificamos o corpo de bombeiros e as equipes profissionais de resgate de montanha. Eles vêm vindo com seus equipamentos e devem esperar eles chegarem, avaliarem os riscos para então bolar um plano de resgate mais seguro.
— Vai demorar quanto tempo para eles chegarem?! — Otávio perguntou.

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