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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 206

Capítulo 206 — O Retorno do Que É Nosso

Tristan Blackwood

A pequena Ellie nos deu um susto gigantesco, mas, graças a Deus, tudo terminou da melhor forma possível. A nossa garotinha estava sã, salva, acolhida e radiante nos braços do seu agora pai de direito e de coração, Damien Knight.

No entanto, havia outra pessoa naquela casa que me deixava com o peito aquecido de uma forma indescritível: a minha mulher. Depois do surto inicial e da dor dilacerante que a notícia da gravidez da Emma causou nela, a Aubrey simplesmente desabou na cama. Dormiu pesado a noite toda e, quando acordou, comentou que tinha sonhado com a amiga.

Ela disse que não se lembrava de tudo com clareza, mas que pequenos fragmentos, sensações e memórias soltas começaram a brotar na sua mente. E, por conta dessa fagulha do passado, as duas conversaram e finalmente se entenderam como as irmãs de alma que sempre foram.

Assim que amanheceu, o Ozzie mandou mensagem no grupo dizendo que ia puxar ferro com o Dam na academia. O restante de nós, com exceção do Dom e do Chris, que deviam estar ocupados demais aproveitando as próprias mulheres, desceu para se juntar ao treino.

Porra, como eu amo esses caras! Cada um deles, com suas manias, deboches e provocações. Estar ali com eles, suando a camisa, disputando repetições e rindo como fazíamos na época da faculdade, trazia uma leveza revigorante.

Na volta para os quartos, combinamos de nos encontrar na sala de jantar em uma hora para o café da manhã.

Assim que abri a porta da nossa suíte, me deparei com a minha mulher ainda encolhida sob os lençóis. Caminhei em silêncio até a cama, me inclinei e depositei um beijo carinhoso no topo da cabeça dela, sentindo o perfume suave dos seus cabelos.

Peguei uma toalha limpa no armário e segui para o banheiro para tomar uma ducha rápida.

A água quente caía em abundância sobre as minhas costas enquanto eu ensaboava o cabelo. Eu estava tão perdido nos meus próprios pensamentos que o barulho da porta de vidro do box deslizando nem sequer chamou a minha atenção.

Só me dei conta de que não estava mais sozinho quando senti dois braços macios me envolverem por trás. Duas mãozinhas pequenas e delicadas deslizaram pelo meu peito ensaboado, fazendo a minha respiração travar na garganta.

Aubrey encostou o rosto nas minhas costas úmidas, sem se importar com a água quente encharcando o seu corpo e o seu cabelo.

Pousei as minhas mãos grandes sobre as dela, me mantendo imóvel. Desde o acidente e a perda de memória, nós já tínhamos trocado beijos apaixonados, e ela descobriu rapidamente o quanto adorava a sensação da minha boca na dela.

Mas nós ainda não tínhamos avançado para uma intimidade física completa. E eu nunca, em hipótese alguma, forçaria a barra. Aquele próximo passo só aconteceria no momento exato em que ela decidisse que estava cem por cento pronta.

Aubrey afastou o rosto das minhas costas devagar. Ela começou a contornar o meu corpo lentamente sob o vapor do chuveiro, os dedos roçando na minha pele, até parar de frente para mim.

Ela ergueu o rosto, com as gotas de água escorrendo pelos cílios compridos. Desci os meus lábios até os dela em um selinho demorado, calmo e doce.

— Bom dia, minha vida… — murmurei, mantendo a minha boca colada à dela.

— Bom dia, meu amor. — ela respondeu, a voz soando suave como uma carícia.

Passei o polegar pela sua bochecha macia, afastando a umidade.

— Por que você acordou tão cedo? Achei que fosse querer dormir até mais tarde hoje.

Aubrey manteve os seus intensos olhos verdes cravados nos meus. Havia algo diferente ali. Uma fagulha viva, uma profundidade que eu não via desde antes daquele maldito acidente..

— Eu tive um sonho esta noite… — ela começou a falar em tom baixo, enquanto a sua mão descia lentamente pelo meu peitoral até o meu abdômen. — …E você estava nele, Stan.

Senti o meu coração dar um salto violento dentro do peito, mas tentei manter o controle.

— Ah, é? E o que exatamente eu fazia nesse seu sonho?

— Você dançava comigo… — ela sussurrou, os olhos brilhando. — Haviam luzes coloridas girando, música alta… um balcão de bar.

Afastei alguns fios úmidos que estavam grudados no seu rosto, a minha voz saindo mais rouca e tensa do que o normal.

— Isso não foi um sonho, Bree… Foi uma lembrança real. Foi exatamente assim que nós ficamos juntos pela primeira vez. Você foi a uma boate com o Ozzie e com a Emma e, como eu já estava completamente louco e obcecado por você, não saí do seu lado a noite inteira. Tive o privilégio de ter o seu corpo colado ao meu naquela pista de dança o tempo todo, e o dever de afastar qualquer um que tentasse se aproximar.

Aubrey abriu um sorriso provocante de canto.

— Você é extremamente ciumento, não é, senhor Blackwood?

Abaixei o rosto e beijei a pele macia do seu pescoço.

— Você não tem a menor noção de quanto, meu amor…

Ela soltou uma risadinha gostosa, alta e cheia de vida, aquela risada autêntica e sem filtros que ela sempre dava antes.

— Ah, eu tenho uma ótima noção sim! Você surtou naquela noite só porque eu estava encostada no balcão do bar contando alguns gominhos.

Afastei o meu rosto do dela em um sobressalto, o cenho franzido e o sangue subindo.

— Que porra de conversa é essa, Aubrey?! Você estava mesmo contando os gomos do abdômen daquele infeliz?!

Aubrey passou os dois braços ao redor do meu pescoço, colando o corpo molhado no meu antes de disparar.

Depositei a minha mulher no meio da cama e me deitei por cima dela, consumido por uma adoração que beirava a insanidade. Comecei a venerar cada centímetro da sua pele com a boca.

Beijei os seus lábios, desci para o pescoço e me demorei nos seus seios, mordiscando os mamilos eretos enquanto ela arqueava as costas e gemia o meu nome sem parar.

Fui descendo com a língua pela linha do seu abdômen, beijando as suas coxas até posicionar a minha boca exatamente na sua intimidade latejante. Aubrey segurou os meus cabelos com força enquanto a minha língua trabalhava com voracidade e precisão sobre o seu clitóris, levando-a ao delírio.

Em poucos minutos, as pernas dela estremeceram ao redor do meu rosto e ela atingiu o ápice em um orgasmo potente e demorado, gritando o meu nome enquanto o corpo convulsionava de prazer.

Subi pela cama de imediato, me posicionei entre as suas pernas abertas e voltei a tomá-la com estocadas profundas, firmes e possessivas. Aubrey me recebia com um aperto perfeito, arfando no meu ouvido, rebolando o quadril de encontro ao meu a cada investida.

A intensidade daquele momento nos consumiu por inteiro até que, em uma sequência final e avassaladora de movimentos, atingimos o clímax juntos, desabando um sobre o outro no meio dos lençóis.

Ficamos alguns minutos em silêncio, tentando recuperar o fôlego enquanto as nossas respirações descompassadas preenchiam o quarto. Encostei a minha testa na dela, mantendo os nossos olhares fundidos, e fiz a pergunta que ainda queimava no meu peito com um receio sutil.

— Me diz que isso não foi algo passageiro, Bree… Me diz que não foram só fragmentos soltos da sua cabeça. Me diz que você se lembra mesmo de mim e de todo o nosso amor.

Aubrey abriu o sorriso mais lindo, doce e seguro do mundo, passando a mão pelo meu rosto suado.

— Não foram fragmentos soltos como os que eu tive com a Emma, amor… Foi algo intenso, real e completo. Eu me lembrei de cada detalhe sobre você. De tudo o que nós vivemos juntos… Mas eu me lembrei principalmente…

Ela fez uma pausa curta, a voz embargando de emoção e os olhos verdes se enchendo de lágrimas.

— …Do quanto eu te amo, Tristan Blackwood. E do quanto eu quero passar cada segundo do resto da minha vida ao seu lado.

Eu não segurei as lágrimas. Não me esforcei nem por um segundo para bancar o homem durão. As lágrimas desceram quentes pelo meu rosto e eu a tomei em mais um beijo, agora lento, doce, profundo e carregado de uma reverência quase sagrada.

— Eu te amo, Stan… — ela sussurrou assim que os nossos lábios se separaram.

Encostei a minha testa na dela novamente, fechando os olhos e sentindo a paz absoluta invadir cada pedaço da minha alma.

— Eu também te amo, minha vida… E, como eu te amo!

Ficamos ali deitados juntos por um tempo que eu nem saberia calcular, e que também não fazia a menor diferença para mim. O relógio do café da manhã que se danasse. A única coisa que realmente importava no universo era que a minha mulher estava de volta para mim.

“Porra! A minha mulher voltou pra mim! E nesse momento, eu sou o cara mais feliz.”

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