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UMA VIRGEM PARA O SHEIK romance Capítulo 87

Aquela noite foi completamente diferente de tudo o que eu imaginei viver depois do parto.

Al Rashid simplesmente ficou.

Sem exigências.

Sem jogos.

Sem tentar me pressionar sobre Dubai, casamento ou qualquer outra coisa.

Ele apenas ficou ali comigo e com a nossa filha.

Só de pensar no nome dela, meu coração se aquecia de um jeito absurdo.

Nossa bebê voltou para o quarto poucas horas depois de todos os exames, enroladinha em uma manta branca com detalhes rosados. Assim que a enfermeira a colocou no bercinho ao lado da minha cama, Al Rashid praticamente esqueceu do mundo ao redor.

Foi estranho vê-lo daquela forma.

O homem que eu conheci em Dubai parecia existir muito distante daquele homem sentado ao lado do berço observando uma recém-nascida respirar.

Ele olhava cada movimento dela como se estivesse diante de algo sagrado.

E talvez estivesse mesmo.

Em vários momentos da madrugada, peguei ele sorrindo sozinho enquanto observava Aisha dormir.

Outras vezes, ele conversava baixinho com ela em árabe, palavras que eu não entendia, mas que carregavam tanto carinho que meu peito apertava.

A médica entrou algumas vezes durante a noite para verificar como eu estava, e em uma dessas visitas, Al Rashid começou a conversar sobre o registro da bebê.

— Podemos fazer tudo aqui mesmo no hospital. Ela explicou calmamente.

— Facilita bastante o processo.

Ele assentiu, mas logo voltou os olhos para mim.

Não precisou dizer uma única palavra.

Eu entendi imediatamente o que ele queria saber.

O nome.

Passei os dedos devagar pela mãozinha dela antes de responder.

— Aisha.

Ele repetiu baixinho.

Como se estivesse experimentando o som.

E então sorriu.

Um sorriso tão bonito que quase me fez esquecer todos os problemas entre nós.

— Pensei nesse nome no momento em que descobri a gravidez.

O sorriso dele aumentou imediatamente.

Porque ele percebeu.

A inicial.

A.

De Al Rashid.

Desviei o olhar rapidamente tentando esconder o constrangimento.

Porque, no fundo, aquilo significava mais do que eu queria admitir.

Eu ainda não sabia como seria minha vida dali em diante.

Não sabia como funcionaria nossa relação.

Ele ainda tinha uma vida em Dubai.

Um palácio.

Uma posição.

E… Laura.

Só de pensar nela, uma sensação ruim apertou meu peito.

Porque eu jamais conseguiria dividir um homem.

E pensar nele apenas como o pai da minha filha, e não como alguém que pudesse realmente ser meu… me causou uma tristeza inesperada.

Profunda.

Incômoda.

Mas eu ainda não sabia como iniciar aquela conversa.

Então preferi guardar aquilo para depois.

Coloquei Aisha para mamar com mais calma naquela madrugada, e Al Rashid observava tudo em absoluto silêncio, completamente encantado.

Depois que ela dormiu novamente, ele a pegou nos braços para que eu pudesse descansar.

E foi exatamente isso que ele fez durante toda a noite.

Cuidou dela.

Me acordou duas vezes para amamentar.

Trocou fralda com a ajuda das enfermeiras.

Andou pelo quarto tentando fazê-la dormir quando ela ficou inquieta.

Eu dormi melhor naquela noite do que em muitos meses.

Porque, pela primeira vez desde a morte da minha mãe… eu não estava completamente sozinha.

Na manhã seguinte, acordei sentindo o cheiro de comida.

Abri os olhos devagar e encontrei uma mesa linda preparada no quarto.

Frutas.

Pães.

Sucos.

E Al Rashid sentado ao lado do bercinho de Aisha com olheiras enormes.

Não consegui segurar o riso.

— Você está horrível.

Ele levantou os olhos para mim imediatamente.

— Obrigado, senhora.

Respondeu em tom dramático.

— Essa garotinha acabou comigo, e olha que é só o primeiro dia.

Ri mais uma vez enquanto me ajeitava na cama.

— É isso que as mães passam… e ainda conseguem ser simpáticas.

— Você não vai passar por isso sozinha.

A resposta dele veio séria.

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