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UMA VIRGEM PARA O SHEIK romance Capítulo 97

Durante toda a minha vida, eu pensei que desejo fosse a coisa mais intensa que um homem poderia sentir por uma mulher.

Eu estava errado.

Desejo queimava.

Mas aquilo que Júlia despertava em mim parecia atravessar a pele e atingir diretamente a alma.

Ela caminhava devagar pela varanda da casa enquanto o vento balançava suavemente os cabelos dela e o vestido vermelho acompanhava cada movimento do corpo perfeito que eu conhecia bem demais e ao mesmo tempo conhecia tão pouco.

Porque não importava quantas vezes eu a tocasse.

Nunca parecia suficiente.

A ilha inteira estava silenciosa. Apenas o som do mar quebrando nas pedras ao redor da casa preenchia o ambiente, e aquela paz parecia irreal perto da vida caótica que eu sempre tive.

Júlia se aproximou lentamente da varanda de vidro, observando a água escura refletindo as luzes suaves espalhadas pela propriedade.

— Isso aqui parece um sonho.

A voz dela saiu baixa.

Quase emocionada.

Me aproximei por trás devagar, envolvendo a cintura dela com cuidado.

— Você é o meu sonho.

Ela soltou uma risada tímida.

— Você ficou perigosamente romântico depois da Aisha.

Enterrei o rosto no pescoço dela.

— Não foi depois da Aisha.

Beijei lentamente a pele macia dela.

— Foi depois de você.

Senti o corpo dela arrepiar imediatamente.

Meu autocontrole já estava perigosamente comprometido desde o momento em que ela apareceu usando aquele vestido, mas agora… agora eu já não sabia quanto tempo ainda conseguiria me manter lúcido.

Júlia virou lentamente no meu abraço.

Os olhos dela encontraram os meus.

E o mundo inteiro pareceu desacelerar.

Não havia mais medo naquele olhar.

Nem distância.

Nem as barreiras que ela passou meses tentando sustentar entre nós.

Havia amor.

E perceber aquilo me destruiu de um jeito bonito.

Levei a mão até o rosto dela devagar.

— Você faz ideia do quanto eu amo você?

Ela fechou os olhos por um segundo antes de responder.

— Acho que finalmente estou começando a entender, porque eu também amo você, Al Rashid.

Aquilo acabou comigo.

Beijei ela imediatamente.

Sem pressa.

Sem urgência descontrolada.

Foi um beijo profundo, carregado de tudo o que ficou preso entre nós desde Dubai.

Cada saudade.

Cada mágoa.

Cada desejo reprimido.

Cada segundo que passamos longe um do outro.

As mãos dela subiram lentamente pelo meu pescoço enquanto eu aprofundava o beijo devagar, sentindo ela ceder completamente nos meus braços.

E Deus…

Nada no mundo se comparava à sensação de finalmente ter Júlia comigo daquela forma.

Livre.

Por escolha.

Por amor.

Minhas mãos deslizaram pelas costas nuas dela enquanto eu a trazia ainda mais para perto.

O vestido vermelho parecia uma provocação criada especificamente para me enlouquecer.

— Você não faz ideia do que esse vestido está fazendo comigo.

Murmurei contra os lábios dela.

Ela sorriu de canto.

— Foi você que escolheu.

— E estou profundamente arrependido.

Ela riu baixinho.

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