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UMA VIRGEM PARA O SHEIK romance Capítulo 96

Ao entrar em casa, fui dando ordens para todos que cruzaram meu caminho.

— Liga para a babá e manda ela vir mais cedo hoje.

Entreguei Aisha cuidadosamente para a cozinheira, que ficou me encarando sem entender nada.

Continuei andando pela sala como um homem completamente fora da própria sanidade.

Júlia vinha atrás de mim tentando entender o que estava acontecendo.

Ou melhor…

Tentando não morrer de rir.

— E vocês…

Apontei para dois dos meus homens.

— Arrumem uma casa isolada. Hoje.

Eles assentiram imediatamente.

— Senhor, temos algumas propriedades...

— Não. Eu quero isolamento absoluto.

Passei a mão no rosto.

— Uma ilha. Um lugar no meio do nada. Sem pessoas. Sem interrupções. Sem bebê chorando no momento errado.

Júlia gargalhou alto atrás de mim.

— Você está surtando.

Ignorei completamente.

— Se não existir uma ilha em São Paulo, comprem uma. Se não tiver uma casa, construam uma até a noite chegar.

Os homens tentaram manter a postura séria.

Mas um deles claramente quase riu.

Júlia já estava praticamente dobrada de tanto rir da minha cara.

— Meu Deus, você realmente perdeu o juízo.

Parei no meio da sala e olhei diretamente pra ela.

— Você faz ideia do que estou passando há quarenta dias?

Ela cruzou os braços tentando esconder o sorriso.

— Acho que sim.

Me aproximei lentamente.

— Não. Você não faz.

A voz saiu mais baixa.

Mais perigosa.

O sorriso dela vacilou imediatamente.

Ótimo.

Porque eu também queria deixar aquela mulher nervosa.

Muito nervosa.

Mas então Aisha começou a resmungar no colo da cozinheira e Júlia imediatamente desviou de mim para ir atrás da nossa filha.

E eu fiquei parado no meio da sala respirando fundo como um homem à beira de um colapso emocional.

— Ela definitivamente faz isso de propósito.

Murmurei sozinho.

As próximas horas foram um caos.

Mas um caos estranhamente feliz.

Enquanto Júlia alimentava Aisha e organizava tudo para deixar leite armazenado para a noite, eu transformei minha rotina numa operação quase militar.

A cada dez minutos eu recebia fotos de propriedades.

Casas.

Ilhas particulares.

Helipontos.

Marinas.

Até que finalmente um dos meus homens encontrou o lugar perfeito.

Uma pequena ilha privada no litoral paulista.

Acesso apenas por helicóptero ou barco.

Casa moderna.

Vista absurda.

Isolamento total.

Perfeito.

Absolutamente perfeito.

— Prepararem tudo.

Ordenei imediatamente.

— Quero jantar pronto. Flores. Velas. E ninguém perto daquela casa depois que eu chegar.

— Sim senhor.

Desliguei satisfeito.

Quando voltei para a sala, encontrei Júlia sentada no tapete da sala com Aisha dormindo no colo.

E aquela cena me desmontou completamente outra vez.

Ela levantou os olhos na minha direção.

— Você está assustadoramente animado.

Me ajoelhei na frente dela.

— Porque hoje você finalmente vai ser minha sem restrições.

As bochechas dela ficaram vermelhas imediatamente.

E meu Deus…

Ela continuava ficando tímida comigo.

Aquilo acabava comigo.

— Não fala assim.

Murmurou desviando o olhar.

Segurei delicadamente o queixo dela.

— Você não faz ideia do quanto esperei por isso.

Ela respirou fundo lentamente.

E por alguns segundos o clima ficou perigosamente intenso.

Até Aisha se mexer no colo dela.

Júlia soltou uma risada nervosa.

— Nossa filha realmente escolhe os piores momentos.

Levantei imediatamente.

— Ótimo. Isso significa que ainda temos algumas horas até ela começar a sentir saudades da mãe.

Júlia arregalou os olhos.

— Al Rashid!

Sorri sem vergonha nenhuma.

— Vai se arrumar.

— O quê?

— Você ouviu.

Ela estreitou os olhos.

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