Entrar Via

UMA VIRGEM PARA O SHEIK romance Capítulo 52

Era ela.

A esposa do Al Rashid.

No instante em que nossos olhares se cruzaram, senti como se o ar tivesse sido arrancado dos meus pulmões. Eu ainda estava nua sobre a cama, vulnerável de uma forma que nunca imaginei estar. Ela me encarava com a boca levemente aberta, como se não esperasse encontrar aquela cena, como se estivesse diante de algo que confirmava todos os seus piores medos.

Mas o choque durou apenas segundos.

O olhar dela mudou. Endureceu. Ficou frio, cortante, perigoso.

Ela caminhou em minha direção com passos largos, firmes, carregados de uma raiva que eu conseguia sentir na pele. Instintivamente, recuei, puxando o lençol contra o corpo e me encolhendo no canto da cama.

— Não chega perto de mim.

Falei, a voz trêmula, mas firme.

Não adiantou.

Ela me puxou pelos cabelos com força, uma dor aguda que fez meus olhos arderem imediatamente. Fui arrancada da cama como se não pesasse nada, caindo no chão com o impacto seco nas costas.

— Me solta! Você enlouqueceu?!

Gritei, tentando afastá-la.

Ela subiu em cima de mim, o peso do corpo pressionando meu peito, o rosto distorcido pelo ódio.

— Você vai sair desse palácio agora, sua ordinária.

Cuspiu as palavras.

— Você acha que pode entrar aqui e tomar o meu lugar?

Antes que eu pudesse responder, senti o tapa. O som ecoou no quarto, e minha cabeça virou de lado com a força. Por um segundo, tudo ficou em silêncio.

E então algo dentro de mim quebrou.

Empurrei ela com todas as forças que ainda me restavam, conseguindo fazê-la rolar para o lado. Num impulso, subi em cima dela e devolvi o tapa, sentindo o impacto na palma da minha mão.

— Você nunca mais coloca as mãos em mim.

Rosnei, sentindo meu corpo inteiro tremer.

— Nunca mais.

Ela começou a se debater, gritando palavras desconexas, xingamentos em uma língua que eu não entendia completamente, misturou o português com o árabe. Saí de cima dela, o coração disparado, acreditando, por um segundo ingênuo, que aquilo tinha acabado.

Mas não tinha.

Ela voltou a me puxar pelos cabelos, com ainda mais força, me derrubando outra vez no chão. Minha visão escureceu por um instante, e foi exatamente nesse momento que a porta se abriu com violência.

— Solta ela. Agora!

A voz de Al Rashid ecoou pelo quarto como uma ordem absoluta.

Ela congelou por um segundo, mas ainda segurava meus cabelos.

— Me solta!

Gritei, sentindo o couro cabeludo arder.

Ele avançou e a puxou para longe de mim, obrigando ela a me soltar. Caí de lado, ofegante, com vontade de acabar com ela.

— Eu vou matar essa desgraçada! Ela gritou, tentando se soltar dos braços dele.

— O que você pensa que está fazendo, Laura?!

Ele berrou.

— Pare agora!

Peguei o lençol às pressas e me cobri, sentindo uma vergonha profunda ao perceber uma das servas parada à porta, nos observando em silêncio absoluto.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: UMA VIRGEM PARA O SHEIK