Entrar Via

UMA VIRGEM PARA O SHEIK romance Capítulo 45

O carro diminuiu a velocidade, e pela janela eu consegui ver os enormes portões se abrindo como se estivessem recebendo a chegada de um rei. E, de certa forma estavam.

O palácio do Sheik era descomunal.

A entrada era ladeada por colunas de mármore branco que brilhavam sob a luz dourada do final da tarde. O chão parecia feito de pedra polida suficiente para refletir o céu. Havia fontes gigantescas, com esculturas de cavalos árabes, e jardins tão perfeitamente aparados que dava para sentir o cheiro da riqueza, da disciplina e da opulência antes mesmo de descer do carro.

Quando a porta foi aberta por um dos servos, o Sheik saiu primeiro. Erguido, imponente. Com as roupas tradicionais impecavelmente alinhadas.

Eu saí em seguida, e imediatamente senti dezenas de olhares em cima de mim.

Curiosidade, julgamento e desconfiança.

Os servos do palácio não escondiam nada. O Sheik estava trazendo algo novo para dentro das paredes da casa dele e, pelo olhar deles, isso só podia significar confusão.

Ele caminhou ao meu lado, mas com certa distância, como se estivesse me apresentando sem tocar.

Como se estivesse dizendo ao mundo: ela pertence a mim, mas eu não pertenço a ela.

Atrás de nós, os seguranças se posicionavam, formando um corredor humano que deixava claro o poder daquele homem.

Quando passamos pela enorme porta principal, o ar ficou mais frio, perfumado e silencioso. O chão de mármore preto refletia cada passo. O teto era alto, adornado com lustres de cristal tão grandes que pareciam impossíveis de existir na vida real.

As paredes eram cobertas por tapeçarias de ouro, e eu podia ver portas de madeira maciça, salões gigantescos e janelas que iam do chão ao teto.

Eu estava processando tudo quando ele falou, como se estivesse comentando sobre o clima...

— Minha esposa ainda não sabe da sua chegada.

Eu parei imediatamente.

Como uma pedra no caminho.

Fiquei parada no meio do saguão, olhando para ele como se ele fosse o próprio caos.

Ele se virou devagar, com uma expressão impaciente.

— Aqui não, Júlia.

Rosnou, baixinho mas firme.

— Não faça uma cena. Meus servos não precisam ver uma recém-chegada dando show, como você vem fazendo desde que nos conhecemos.

Eu o encarei com julgamento, fúria e incredulidade.

— Você trouxe uma estranha para dentro da casa marital sem avisar a sua esposa?! Você enlouqueceu?

Eu realmente ia explodir.

Ia gritar.

Ia dizer tudo o que estava entalado no meu peito.

Mas a forma como todos observavam fez meu corpo travar.

Se eu falasse qualquer coisa ali, eu poderia acabar morta. Literalmente.

Então engoli o caos dentro de mim e continuei andando ao lado dele.

Caminhamos por um corredor longo e luxuoso, com arcos adornados e lamparinas douradas penduradas nas paredes.

Eu não sabia se concubinas podiam ou não entrar nos mesmos espaços que a esposa principal, mas uma coisa era óbvia, aquela situação não era normal.

E foi então que, ao longe, vi uma silhueta feminina se aproximando.

Ela andava devagar, com postura impecável, tão ereta que parecia flutuar. O abaya dela era de um azul profundo, tecido caro, bordado à mão.

O rosto era emoldurado pelo hijab perfeitamente ajustado.

Os cabelos, apesar de escondidos, deixavam escapar mechas escuras que denunciavam o brilho natural.

O corpo, mesmo coberto, era impossível não notar a elegância das curvas.

Ela era linda. De uma beleza calma, poderosa, digna.

Mas quando chegou perto, percebi que aquela mulher não tinha nada de calma.

O olhar dela queimava.

Queimava de ódio.

Ela olhou para mim por um segundo.

Depois, se virou para ele.

— Quem é essa, Al Rashid?

O nome dele na boca dela saiu como veneno.

Vi o maxilar dele travar, quase imperceptível.

Ela não se intimidou.

Ele respirou fundo antes de responder:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: UMA VIRGEM PARA O SHEIK