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UMA VIRGEM PARA O SHEIK romance Capítulo 40

Eu dormi, mas não descansei.

Meu corpo simplesmente apagou depois de tanto desgaste físico, psicológico, emocional.

Era como se a minha mente tivesse travado, exausta demais para continuar rodando, mas inquieta demais para realmente descansar.

Quando abri os olhos, ainda estava escuro. A luz que entrava pela janela era fraca, azulada, o tipo de claridade que surge antes do amanhecer.

Eu levei alguns segundos para entender onde estava.

Outro quarto, outra cama, outro silêncio.

Meu primeiro pensamento foi que eu precisava de paz, um dia de paz.

Mas logo o celular vibrou na mesa de cabeceira, quebrando qualquer esperança.

Havia tantas notificações que a tela parecia brilhante demais para os meus olhos cansados.

Eu respirei fundo antes de pegar o telefone.

E lá estava ela.

Carolina.

Com dezenas de mensagens. Uma atrás da outra. Sem nenhum pudor, sem nenhuma noção, sem nenhuma paciência.

Abri a primeira.

“Você está ignorando minhas mensagens?”

Outra.

“Preciso saber se assinou.”

Mais uma.

“Não posso ficar esperando por você eternamente. Esse contrato precisa ser concluído HOJE.”

Outra.

“Se você continuar demorando, vou considerar que desistiu.”

E finalmente, a que fez meu sangue ferver:

“Se não me der uma resposta AGORA, irei cancelar tudo e repensar se Julia ainda está disponível para qualquer acordo.”

Fechei os olhos com força.

— Isso já passou dos limites…

Eu não tinha nem me levantado, nem colocado os pés no chão, nem respirado fundo e já estava sendo provocado.

Me sentei na cama lentamente, tentando manter o autocontrole.

Mas a verdade era que eu estava farto.

Farto da insolência dela.

Farto de me sentir pressionado.

Farto de alguém achar que podia me encurralar.

Eu era um Sheik.

E parecia que Carolina havia se esquecido completamente disso.

Peguei o celular e abri a caixa de resposta. Não pensei duas vezes. Apenas deixei meu dedo fluir, guiado pela irritação e por algo ainda mais forte, a necessidade de retomar o controle daquela situação.

Digitei...

“Carolina, não assinei porque o contrato que você enviou é ridículo.

Eu vou redigir um novo contrato, com cláusulas claras, justas e compatíveis com a realidade.

Pagarei pelos cuidados da mãe de Júlia, sim, mas pelos gastos reais, não por suposições absurdas.”

Parei, respirei, e continuei:

“Julia ficará sob a minha responsabilidade por um ano, incomunicável com você durante todo esse período.”

E então escrevi o que realmente colocaria Carolina de joelhos...

“Se você não assinar o contrato que eu enviar, entrarei em contato com três clientes muito influentes que utilizam a sua agência. Serei claro sobre o tipo de negociação suja que você tentou fazer. Não apenas perderá contratos milionários, perderá o direito de pisar neste país novamente. Tenho influência suficiente para isso. Não teste a minha paciência.”

Eu reli.

Estava perfeito.

Direto. Cru. Irrefutável.

E finalizei...

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