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UMA VIRGEM PARA O SHEIK romance Capítulo 34

O relógio marcava sete horas da manhã no Brasil quando finalmente fiz a ligação.

Para mim ainda era madrugada, mas eu não havia pregado os olhos.

Meu humor não tinha melhorado.

Minha paciência, muito menos.

Eu queria respostas. E as teria.

A chamada tocou duas vezes antes de ser atendida.

— Bom dia, Sheik, ou melhor… para você ainda é noite.

Disse Carolina, com aquela voz carregada de ironia.

— O que faz você me ligar tão cedo? Veio tratar do retorno da Júlia? Seu tempo está chegando ao fim.

A audácia dessa mulher.

— Carolina, Carolina…

Murmurei, apoiando o cotovelo no braço da poltrona.

— Eu havia esquecido que não se pode subestimar um brasileiro.

Ela franziu a voz, como se minha frase tivesse acendido um alerta.

— Do que você está falando?

— Estou falando da sua ousadia em ligar para a Júlia a incentivando a não assinar o contrato comigo.

Rebati, deixando cada palavra sair lenta e afiada.

— Você sabe muito bem que posso destruir você… e a sua agência.

Uma pausa. Um suspiro do outro lado da linha.

Ela não estava assustada, estava calculando.

— A Júlia foi passar apenas uma semana com você, Sheik.

Ela respondeu, firme.

— Ela é minha funcionária, foi você que agiu de má fé comigo. E sobre sua ameaça… o mesmo vale para você.

Meu sangue ferveu.

Fechei os olhos por um segundo antes de explodir.

O copo que eu segurava encontrou o chão com um estalo seco.

Os cacos se espalharam como minha paciência.

Do outro lado, Carolina ouviu.

— Que barulho foi esse?

Ela perguntou, e percebi um leve divertimento na voz.

— Tenha calma, Sheik. As coisas ainda podem ser resolvidas.

— Não vejo nenhuma solução além de ter a Júlia para mim.

— E como eu já disse, Júlia é minha funcionária...

Carolina repetiu.

— Se quer exclusividade com ela, pague por isso.

Eu respirei fundo, sentindo a tensão acumular no pescoço.

— Quanto você quer?

Minhas mãos estavam espalmadas nos braços da poltrona.

— Me diga o valor e eu lhe darei.

— A Júlia não pode ser sua por completo, Sheik.

A calma dela era ensurdecedora.

— O que posso negociar com você são períodos de exclusividade.

— Não.

Minha voz saiu grave, baixa, perigosa.

— Eu a quero para mim.

— Você parece estar esquecendo que ela é um ser humano...

Disse ela, sem elevar o tom.

— E seres humanos têm liberdade de escolha. O que você pode comprar é o tempo de trabalho dela, não a pessoa dela.

Eu bati a mão na mesa.

— Desse jeito eu não quero.

— Então coloque Júlia no primeiro voo quando seu prazo acabar.

Retrucou...

— Porque aqui, já tenho milhares de clientes esperando por apenas uma oportunidade com ela.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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