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UMA VIRGEM PARA O SHEIK romance Capítulo 20

Ele deu um passo na minha direção, e o ar pareceu ficar pesado.

O silêncio entre nós era denso, quase palpável, e eu podia sentir o cheiro do perfume dele misturado com raiva.

Meu corpo tremia, mas eu não podia recuar.

Eu sabia o que estava em jogo e não era apenas um contrato. Era a minha vida.

Era a minha mãe.

As únicas coisas que ainda me restavam.

— O que você disse?

Ele perguntou, com a voz fria, arrastada, quase um sussurro perigoso.

Engoli em seco, mas mantive o olhar firme.

Me levantei da cama e fiquei cara a cara com ele.

Meu coração parecia querer fugir do peito, mas minhas palavras saíram inteiras, sem hesitar.

— Foi exatamente isso que você entendeu.

Respondi, sem baixar o tom.

— Eu não vou assinar. Vim aqui pra te dar o que você pagou pra ter. Depois disso, vou voltar pro meu país e cuidar da minha mãe, enquanto eu ainda puder.

O maxilar dele travou.

Ele deu uma risada seca, quase debochada.

— Não seja ridícula, Júlia.

Disse, aproximando o rosto do meu.

— Você nem tem dinheiro pra pagar o tratamento dela.

A provocação doeu mais do que eu esperava, mas também me acendeu uma força estranha.

Talvez fosse o orgulho. Talvez fosse o desespero.

Ou talvez eu simplesmente estivesse cansada de ser tratada como um objeto.

Dei um passo à frente e o encarei de volta, o mais perto que pude.

Consegui sentir a respiração dele contra o meu rosto.

— Você acha que só existe você de milionário no mundo?

Perguntei, firme.

— Que tudo o que eu tenho de útil é a minha virgindade?

Os olhos dele escureceram.

A mudança foi quase imediata.

Aquele olhar frio e arrogante se transformou em algo mais sombrio, perigoso.

Antes que eu pudesse me afastar, ele me segurou com força pelo braço.

A dor foi instantânea.

Senti os dedos dele cravarem na minha pele.

— Para mim, agora, nem isso vale tanto.

Disse entre os dentes.

— Mas como já paguei, vou fazer valer cada centavo.

Por um momento, achei que ele fosse me empurrar, ou pior.

Mas o que veio depois foi puro instinto.

Eu queria mostrar pra ele que não tinha medo, mesmo que fosse mentira.

Puxei o braço com força, me soltei e, num impulso que nem eu entendi, tirei a roupa que vestia.

A camisola escorregou pelos meus ombros e caiu no chão.

Fiquei completamente nua diante dele.

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