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UMA VIRGEM PARA O SHEIK romance Capítulo 19

Me obriguei a ir no banheiro e mergulhar na banheira, deixando que a água quente envolvesse meu corpo e levasse com ela parte do cansaço e da dor que me consumiam.

As lágrimas já não desciam, mas a alma ainda sangrava.

Por horas, chorei até não restar nada. Agora, o que restava era o vazio, e dentro dele, uma estranha lucidez.

Enquanto o vapor subia, eu encostei a cabeça na borda fria da banheira e respirei fundo.

Precisava parar de me lamentar.

O Sheik tinha o poder, o dinheiro, as regras, mas eu ainda tinha algo que ele não podia comprar, a minha capacidade de pensar.

E se eu queria sobreviver, teria que usar isso a meu favor.

Fechei os olhos e pesei tudo na balança.

Minha mãe, o tratamento, a dívida, o contrato e ele.

Aquele homem que me olhava como se fosse dono da minha pele, do meu ar, do meu destino.

Mas e se eu invertesse o jogo?

Uma ideia começou a tomar forma dentro de mim, como uma chama silenciosa acendendo no escuro.

Se ele queria me possuir, eu o faria desejar cada segundo comigo.

Eu o faria querer mais e mais tempo, mais controle, mais de mim, até que pagar por isso fosse a única saída que ele tivesse.

Assim, eu conseguiria o dinheiro, garantiria o tratamento da minha mãe, e ainda ficaria livre da dívida com Carolina.

Era um plano arriscado.

Mas o que eu tinha a perder, se já estava perdida?

Sorri, sozinha, dentro da banheira.

Talvez fosse loucura.

Talvez eu estivesse me tornando algo que nunca imaginei ser.

Mas, de alguma forma, aquela loucura me fazia sentir viva novamente.

Eu não seria mais o produto. Eu seria a tentação.

Passei as mãos pela água, observando as pequenas ondas se formarem ao redor do meu corpo.

O espelho embaçado refletia uma versão diferente de mim, uma mulher cansada, mas decidida.

O medo ainda estava ali, mas havia algo novo também, determinação.

Saí da banheira, me enrolei na toalha e caminhei até o quarto.

Vesti uma camisola leve, quase translúcida, e penteei o cabelo, o deixando solto sobre os ombros.

Não para provocá-lo ainda, mas porque eu queria me sentir humana outra vez.

Fazia tempo que eu não me olhava com um mínimo de carinho.

Quando terminei, pedi algo para comer.

O estômago roncava, e pela primeira vez em horas, eu realmente tinha fome.

Comi devagar, saboreando cada pedaço, sentindo o corpo relaxar.

Depois de tanto chorar, eu merecia ao menos um pouco de paz.

Escovei os dentes, depois deitei na cama, fechei os olhos e deixei o sono me vencer.

A última coisa que pensei antes de adormecer foi no olhar dele frio, calculado, mas com algo que eu não conseguia decifrar.

Talvez fosse isso que me intrigava tanto.

Talvez fosse isso que me desse coragem.

Não sei por quanto tempo dormi, mas acordei com um toque suave na minha vagina.

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