Jacques Leclerc
LE MONDE
“Herdeiro Bilionário das empresas Walker em Chicago e da Casa Miller, sofre trágico acidente com a sua esposa ao sair da festa de seu casamento.”
“O resgate do Bilionário Tom Walker ocorreu com sucesso, ele foi levado para o hospital, as buscas para encontrar sua recém-esposa nas águas do rio Sena continuam.”
“Cinco dias e as buscas deram por encerradas, os bombeiros não conseguiram encontrar nada que leve a crer que Amélie Walker possa ser encontrada viva”
Todas as notícias que vinham de Paris era sobre o milagre de Tom Walker ter sobrevivido ao acidente. Hugo havia deixado ele ser levado pela correnteza do Sena, porém o maldito deve ter o corpo fechado. Um pouco mais a frente um mendigo entrou no rio e o retirou, fez tudo o que conseguiu até a chegada dos bombeiros.
Tem uma semana que o “acidente” aconteceu, ainda não conseguir ir até Paisley. Hugo a internou no Hospital Royal Alexandra, com outro nome que ainda não faço ideia de qual seja. Mas assim que me livrar de Faína que assim que aconteceu o acidente entrou em contato, irei direto para a Escócia.
— Podíamos muito bem voltar para Paris, acho que vale a pena perturbar um pouco o Hugo. — Ela fala assim que abro a porta do carro para que ela desça.
— Faína, querida, caso queira voltar para Paris pode ir, imagino que deva mais o que fazer, não irei para a França por enquanto. — Digo ao puxar a sua mão para colocar em meu braço.
Estávamos No Royal Opera House, minha acompanhante estava com um vestido escuro, com tecido saindo do busto em direção aos ombros, deixando pouca pele exposta, ele tinha uma pequena calda arrastando no chão, ela estava linda com seu vestido de gala.
— Estou apenas me certificando. — Seguro uma risada e me aproximo de sua orelha.
— Certificando para saber se não fui eu que tentei matar o intocável. — Nos viro de frente para os paparazzi e sorrio para os flashes. — Tenho mais o que fazer, Faína, talvez foder você essa noite seja algo mais interessante.
— Adoro conversar com você e o Henrique Jacques, ainda mais quando sabem sobre os meus gostos. — Reviro os olhos para a assassina ao meu lado.
Passo a noite da ópera toda com a Faína, mas como não faço o tipo dela, pelo menos não como o Hugo, decido procurar alguém para tirar um pouco do estresse de não ter notícias da Amélie.
Encontrei uma bela mulher para passar a noite comigo, não esperava que ela acabasse dormindo na minha cama, o que já me irrita, odeio dividir a cama, pelo menos com qualquer vadia.
Saio para a varanda para fumar um pouco, deixo a mulher dormir um pouco mais. Fico apenas de cueca com o celular na mão, decido ligar para o Hugo, não suporto mais esse suspense todo.
“Sabe que já é de madrugada, não é?” — Ele pergunta rindo.
— Claro que sei, quero saber como está as coisas. — Digo irritado.
“Ela acordou ontem de madrugada, mas a Amélia ainda não recorda de muita coisa” — Puta merda.
— Amélia? Que porra de Amélia, está louco Hugo? — Pergunto tentando entender o que ele estava tentando dizer.
“Amélia, vou ali pegar um café, já volto, não pode trapacear, conheço minhas cartas”. — Ouço dizer e fico ainda mais confuso, olho para a mulher que parecia finalmente acordar.
Volto para o quarto com o telefone grudado na orelha e deixo uma nota de cem euros para a mulher ir embora de táxi.
“Ela perdeu a memória e achei melhor colocar um nome meio familiar nela, já providenciei novos documentos, ela está te esperando.” — Não acredito que o mau veio melhor que a encomenda.
— Preciso me livrar da Faína, o que você disse a ela sobre mim? — Fico sentando observando a mulher se arrumar e sair do meu quarto.
“Que vocês estão comprando uma casa aqui, mas que você precisou voltar a Londres!” — Menos mal, pelo menos tenho uma história para contar. “Jacques, o médico vem dar a alta dela amanhã, acho que seria bom você aparecer aqui”.
Com toda certeza estarei lá assim que o dia amanhecer. O que me deixa preocupado é pensar em como vou me livrar da Faína, tenho certeza que ela sairá do meu pé apenas quando voltar para Paris.
“Cuido de Faína, tenho uma questão para resolver com aquela russa” — Até imagino o que seja, mas se ele diz que está vindo.
— Ok, então estou indo me encontrar com você, te vejo em poucas horas! — Digo, preciso apenas pensar em como me livrar da Faína.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Procura-se Uma Noiva
Alguém tem o livro completo ?...
Boa tarde... O resto da história, estava a adorar e do nada acabou......