Tommáz Walker
A semana de moda foi um sucesso, não podia ser diferente, as coleções que minha tia traz a cada nova estação é maravilhosa e sabemos que sempre será ovacionada por sua criatividade.
Hoje é o dia que meus pais decidiram voltar para casa e como minha tia pediu que ficasse mais alguns dias aqui para ajudar na auditoria da empresa, já que estava se aproximando o período de entregar os relatórios. E sem contar que não tem nada que me faça se afastar de Paris, principalmente por mal ter me aproximado da Amélie.
Não sei porque mais sentia que a minha tia e minha avó estavam afastando ela de mim nos últimos dias e não estava entendendo, elas deveriam me ajudar a criar algum vínculo com àquela loirinha, pelos cantos observava o quanto ela é bonita, mal consegui falar com ela durantes os dias que ela apareceu para a semana de moda.
Além da primeira noite que fui com a minha família, liguei para uma amiga francesa que dei sorte que estava aqui e convidei para me acompanhar nos dias seguintes, já que não conseguia nem me aproximar da assistente da minha tia.
Natalie adorou a exposição e a cada foto que tiravam, ela sussurrava em meu ouvido, mais cinco mil euros na minha conta, ela não era uma pessoa desconhecida, mas seu nome andava um pouco fora das notícias e tenho certeza que ela voltará para as colunas com algumas imagens nossas.
Espero que não tenha dor de cabeça por causa disso, até porque não conheço a loira que parece que virou um carrapato ao lado da minha tia que não deixa ela se quer se aproximar de mim. Estava perdendo a paciência com essa atitude delas de me afastarem da mulher. Hoje é segunda-feira e chegar na casa Miller é como se estivesse entrando no primeiro dia de um emprego novo, todos mesmo sabendo quem eu era olhavam para mim com um certo receio.
Caminho até o elevador e aperto o botão do último andar, quando as portas se fecham percebo quando ela surge pedindo para manter as portas abertas, mas já era tarde e o elevador começou a subir deixando a Amélie para trás.
— Droga, parece que tudo está colaborando para ser do contra. — Resmungo olhando para o relógio e me surpreendo quando vejo que ainda nem são sete horas.
O elevador chega no meu andar e caminho para a sala da presidência, hoje teremos uma reunião e provavelmente minha avó estará presente, espero que aquela velinha não esteja aprontando nada, porque não vim preparado para nenhuma das suas artimanhas.
Assim que entro na sala que pertence a minha vó vejo sua decoração exclusivamente feminina e os diversos quadros que porta-retratos de toda família, sem contar os diversos prêmios por algum destaque de moda. Dou a volta na mesa e me sento na cadeira de CEO da Casa Miller e me o sentimento de pertencimento me tomou, nunca me senti assim na Walker, sempre vi que aquele lugar seria mais da Larissa e do Ethan do que meu, diferente do que sentia sempre que precisava estar aqui em Paris, sentia que aqui é meu lar.
Passo a mão pelo tampo da móvel e fecho os olhos sentindo a textura e todas as sensações que estar sentado ali, representava e significava para mim.
— Pode ser sua, precisa apenas se casar! — A voz da minha avó me assusta e levanto do lugar que pertence a ela.
— Imagino que os dias que ficarei aqui, usarei a sua sala, mas posso ficar em qualquer lugar vó. — Digo envergonhado por ser pego sentado em seu lugar.
— Deixe de bobagem menino, pode se sentar aqui, depois de hoje não pretendo mais voltar para a empresa! — Franzo o cenho e fico sem entender, vejo o Kevin entrando no escritório com um sorriso de quem estava aprontando alguma coisa.
— O que está acontecendo? — Pergunto para o meu amigo, que antes de me falar alguma coisa, a minha vó bateu em sua cabeça com a bolsa que ela carregava.
— Logo saberá, Kevin pode ir até a sala da Noely e vê se ela já está pronta? — Estreito os olhos para os dois que estavam de conluio.
Observo quando meu melhor amigo sai da sala com um sorriso de quem comeu um canário, sinto um arrepio descer por minha espinha como se algo que ainda não estava preparado para acontecer, estivesse mais próximo do que imaginasse.
— Tom, preciso que olhe os números do trimestre… — Minha vó senta na cadeira de frente para a da presidência e fico sem entender o porquê ela não sentou em seu lugar. — Vamos menino, sente-se e pare de me olhar como se algo estivesse errado. — Volto para a poltrona de CEO e olho com carinho para a minha vó.
— O que está planejando vó? — Pergunto sentindo até certo medo de ouvir o que ela tem para me dizer.
— Fazendo o que você é cego demais para ver e principalmente pedindo a sua ajuda. — A vejo retirar alguns documentos de sua bolsa. — Assim como a Walker a Miller tem alguns sócios minoritários, eles juntos não são nem dez porcento de ações preciso que investigue isso.
Pego as folhas de sua mão e confiro os números, mesmo sendo valores muito pequenos, na somatória mensal chegava a quase em cem mil euros, olho para ela e sei que se ela está me pedindo isso é porque não confia em ninguém na empresa e provavelmente é um dos que estarão na reunião.
— Verifique isso para mim. — Não era um pedido, nem uma ordem, é mais como se ela soubesse que faria isso. — Por isso preciso de você aqui… — Somos interrompidos por uma batida suave na porta e o rosto da Amélie surge na fresta da porta.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Procura-se Uma Noiva
Alguém tem o livro completo ?...
Boa tarde... O resto da história, estava a adorar e do nada acabou......