Entrar Via

Procura-se Uma Noiva romance Capítulo 57

Amélie Walker

Os meses se passaram e mesmo que a Rafaela tenha sido praticamente sequestrada por um dos homens da máfia que havia nos ajudado a nos livrar do Jacques. Sabíamos que ela estava bem, já que ela não deixava de se comunicar diariamente comigo para saber se o Tom estava fazendo os exercícios corretamente.

Levanto da cama com dificuldade com a barriga de oito meses, continuo sentindo o cansaço de passar ontem o dia no hospital com a Laura que depois de um pico de pressão acabou tendo o seu parto feito em emergência, mas seu pequeno Scott, precisou ir para a incubadora.

Havia decidido não saber o sexo dos bebês, mas assim que Rafaela foi levada da mansão tive um mal estar pelo nervoso e com o Tom nervoso não pedimos para a médica manter o segredo e ela acabou nos dizendo que esperávamos um casal.

Então hoje nos temos a Ella e Léo, a novidade deixou a família toda em festa e o motivo de que minha sogra praticamente tenha se mudado no início do mês para acompanhar o fim da minha gestação, já que provavelmente não irei até o fim da gravidez.

Tom estava sentado na poltrona na frente da nossa cama, já com a sua calça e sem a camisa social, já tinha dois meses que havia retirado a haste da sua perna e para dizer a verdade foi o motivo de que a nossa cama pegasse fogo. Passo por ele e sua mão me agarra e me sento em seu colo, o seu olhar preocupado me deixa feliz.

— Como se sente? — Ele pergunta e encosto a cabeça em seu ombro.

— Estou ansiosa e preocupada, hoje já não os senti se mexendo tanto! — Afirmo passando a mão por minha barriga enorme.

— Podemos cancelar a sua participação no desfile. — Ele diz, mas nego com a cabeça no seu peito.

— Tenho certeza que conseguiremos vencer mais essa semana. — Digo com uma esperança que não existe.

Pelo pouco que li e pela experiência das mulheres da minha família, meu parto não demorará para acontecer, no máximo em três dias estaremos com os bebês no colo.

Com carinho Tom me ajuda a ficar em pé, deixo um beijo em seus lábios e vou tomar um banho rápido, temos que ir para o Louvre, os desfiles já estão começando e tenho certeza que Noely deve estar aflita sem que esteja por lá para ajudá-la na organização com as modelos. Não me demoro a me arrumar e principalmente em sair de casa, Arnault havia enviado um vestido lindo deixando a minha gestação linda bem marcada.

Hoje Tom estava com o carro exportivo e me sentia um pouco apertada nesse carro, é como se estivesse sufocada e sentindo um peso incomum no meu ventre, mas não vou me queixar ou em vez de ir para o Louvre ele nos levará para algum hospital.

Assim que chegamos na entrada do Louvre, nosso carro recebeu uma enxurrada de flashes e como sempre eramos bastante assediados, principalmente por não compartilharmos nada sobre a nossa gestação, ou qualquer coisa que envolvia o nosso acidente com o helicóptero.

Mas hoje Tom e todas as mulheres da Miller estão me proporcionando um dia de modelo, irei modelar uma peça exclusiva e fiquei extremamente feliz em usar a peça que foi uma mistura da que deixou o Tom curioso quando me conheceu, com a que pedi para a nossa noite de núpcias.

Meu marido se aproxima da minha porta e me ajuda a sair do carro para podermos encontrar os fotógrafos ansiosos por uma boa imagem do casal. Mas para o desgosto de todos não ficamos muito tempo por ali, já que preciso ir para o Staff fazer a troca de roupa, em menos de uma hora será a minha vez de estar desfilando na passarela de vidro.

As mãos do Tom na base da minha coluna me conduz até o fundo onde as modelos estavam se preparando e com um sorriso orgulhoso em seu rosto ele me entrega a sua tia Noely que beija meu rosto com toda delicadeza do mundo. Vovó Enora estava ali, no fundo, com as modelos olhando de perto cada uma das peças.

Elisa está junto conversando com algumas pessoas que deveriam ser interessados em alguma peça da nova coleção, vou até o provador e visto a peça com detalhes em renda portuguesa branca e com algumas penas de pavão saindo da parte de trás da calcinha pequena. Olho para o espelho de corpo todo e fico feliz e ver minha barriga saliente coberta com penas.

Uma exigência do meu marido ciumento, que não tivesse muito a mostra, mas tenho certeza que assim que ele ver como estou vestida ele fará uma cara de desaprovação e provavelmente vai me tirar da passarela. Assim que a Elisa me viu vestida, ela puxou o meu marido para o lado de fora, para que ele não cause uma cena de ciúmes.

— Está pronta? Você é a última! — Noely me pergunta assim que observamos a última modelo entrar na passarela.

Pela cortina consigo ver meu marido sentado no meio da fileira de cadeiras e ao seu lado estavam a minha sogra e a vovó Enora, a música para dar um pouco mais de impacto muda e a voz de Emma Kok cantando Voilà é a minha deixa para poder entrar e fazer o meu primeiro desfile para a casa de moda que amo.

Uma pequena cólica inicia assim que fico parada atrás da cortina esperando ser aberta para poder andar pelos dez metros da passarela de vidro. Passo a mão por cima da minha barriga endurecida e pelo que Rafaela me disse, provavelmente estou entrando em trabalho de parto. A surpresa me toma e com o susto sinto um calor descendo por minhas pernas e antes que pudesse dizer algo as cortinas se abrem e meu olhar assustado vai em direção ao meu marido.

Mudo a minha expressão assustada e coloco um sorriso no rosto, começo a caminha sentindo pequenas contrações se espalhando por minhas costas e na base da minha pelve, mesmo com um sorriso falso no rosto, puxo uma respiração funda e encontro o olhar do Tom que parece perceber o que estava acontecendo.

O vi se erguer na cadeira onde estava sentado e vir na minha direção com um sorriso negue a sua aproximação, estava na metade da passarela, faltava só mais um pouco e vou terminar o que vim fazer. Minha sogra já estava com a mão no telefone quando passei por eles, coloquei a mão na base da minha barriga e puxei o ar.

Chego no fim da passarela e entrelaço as pernas para controlar um pouco da água que descia sem parar, dou um sorriso para os fotógrafos e antes que pudesse me virar para continuar os dez metros que faltava para voltar para o Staff, sinto as mãos passando pela dobra do meu joelho e o chão sumindo debaixo dos meus pés.

— Eles estão vindo! — Digo assim que nossos olhares se encontram.

Meus sogros se aproximam e de algum jugar surge um roupão para poder me cobrir, recebo um beijo de Noely assim que saímos da passarela e vários flashes tentando pegar alguma coisa.

Entramos em um carro diferente do que viemos, Tom estava sentado ao meu lado assim como a minha sogra que tentava preparar um coque no meu cabelo. Sentia mãos massageando o meu quadril e por algum motivo era como se meu quadril estivesse se abrindo.

— Tom, acho que eles querem nascer… — Fecho os olhos e travo os lábios com a contração que sinto.

— Aguenta Chérie, estamos chegando no hospital. — Estava preparada para que nossos bebês nascessem de cesárea em um ambiente estéril e sem dor.

Não, assim como se eles estivessem me partindo em duas, inicio a respiração que passei a gestação inteira treinando para controlar a dor que poderia sentir.

— Você é forte amor, a pessoa mais corajosa e determinada que conheço, teremos os nossos bebês. — Ele fala enquanto tento controlar a dor de mais uma contração.

Eliot dirigia o carro sem respeitar nenhuma sinalização, furando os sinais vermelhos e ignorando todas as placas entre o nosso carro e o hospital. Assim que entramos no estacionamento já havia uma equipe nos aguardando para me levar para a sala de parto.

Capítulo 57 Amélie Walker 1

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Procura-se Uma Noiva