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Procura-se Uma Noiva romance Capítulo 8

Tommáz Walker

Adoro a minha família, principalmente quando nos reunimos assim e eles decidem que tenho que me casar e largar essa vida de libertino que tenho. Dessa vez darei ouvidos aos pedidos de mamãe, mas principalmente porque não quero ver o nosso patrimonio dividido em mãos de estranhos, hoje com a entrado do marido da Eliza em nossa família ele pode se tornar o responsável para administrar o império da Casa Miller.

Minha vó e minha tia já haviam saído da mesa, então aproveitarei e vou até o Moulin Rouge para conseguir alguma informação sobre a minha mascarada, preciso avisar a ela sobre o preservativo que rasgou. E claro que vou culpá-la, se ela tivesse me deixado sem a venda isso não teria acontecido.

A minha ideia me faz deixar um sorriso surgir em meu rosto, pego um dos diversos carros que tem na garagem da mansão e antes que pudesse ligar a porta ao meu lado se abre e me surpreendo quando Kevin e Ethan entram no carro.

— Onde vocês pensam que vão? — Me viro para olhar os dois intrusos.

— Paro o mesmo lugar que você, quero convidar a minha mascarada francesa para o casamento hoje. — Começo a rir do Kevin.

— Jura que ela aceitará te acompanhar ainda mais em cima da hora? — Pergunto confiante ao meu amigo, que parece perceber o que falei.

— E a sua, também pode se negar, isso se vocês conseguirem descobrir quem são essas mulheres. — Meu irmão fala e então percebo que ele está certo.

— Vamos pelo menos tentar encontrar com elas! — Digo olhando para os dois que estão ao meu lado.

Ligo o carro e tenho uma certa dificuldade para chegar até o Moulin Rouge, algumas avenidas estavam com o trânsito sendo desviado para outras ruas e o que era para ser um caminho de menos de meia hora acabou sendo um pouco mais de uma hora, o que fez minha vó ligar várias vezes para saber o porquê da demora, a festa da minha prima estava perto de começar.

— Finalmente chegamos, tenho certeza que a mamãe vai nos matar Tom! — Meu irmão fala com um tom preocupado.

— Não vai nada, agora vamos lá. — Estaciono o carro em uma vaga de frente para a casa de show e caminhamos pela calçada com um capuz na cabeça para ninguém nos reconhecer.

Chegamos em uma porta na lateral da boate e batemos na esperança que alguém nos recepcione, e como em um filme de terror que o mordomo de uma casa mal assombrada abre apenas uma fresta, um homem enorme põe a cara na fresta com um olhar mortal.

— Preciso falar com o gerente, temos que encontrar duas dançarinas que estavam ontem aqui. — Digo para o homem que apenas me olha da cabeça aos pés.

— A casa só abre a noite, se as dançarinas estavam de máscara é sinal que não querem ser encontradas. — Ele diz com tédio.

Antes que ele feche a porta na nossa cara, Ethan enfia o pé na fresta impedindo que ela se feche, puxa a carteira e mostra as notas que ele tem na carteira.

— Dou tudo, se você nos der informação sobre as duas moças, é importante que elas sejam encontradas. — Os olhos do homem mostram interesse na carteira do meu irmão.

Tudo nessa vida tem um valor, as pessoas têm a mania de falar que dinheiro não nos traz felicidade, mas se você não tiver dinheiro para pagar algo que deseja, tenho certeza que não será o amor que pagará.

— Que dançarina? — Ele pergunta secamente.

— A com máscara de pavão loira e a com uma máscara francesa ruiva. — Digo na esperança que ele possa nos esclarecer quem seja aquelas duas desconhecidas.

— A ruiva avisou hoje que não irá mais participar do elenco da casa, parece que ela conseguiu levantar o valor que precisava, um dos idiotas aí se deu mal quando abriu a mão e deu muito dinheiro para ela. — Ele abre uma gargalhada e percebo que Kevin fica irritado.

— A loira, foi a primeira noite dela aqui, ela veio apenas para dançar, até onde sei, ela é alguém conhecida na cidade e duvido muito que a reencontre aqui. — Ele estende a mão para o meu irmão que lhe entrega um valor considerável. — Te dou uma informação útil se me passar tudo o que tiver na carteira. — Ele diz e olha para o Ethan, que retira todas as notas e entrega para o homem na penumbra da casa noturna.

— As duas são amigas e moram juntas perto do centro, mas não sei o endereço, ache uma que encontrará a outra. — Assim que ele se cala, ele fecha a porta na nossa cara.

Olho para o meu amigo que estava com uma cara de derrotado, ponho a mão em seu ombro.

— Não se preocupe iremos encontrá-las, acho que tive uma ideia para que elas surjam novamente. — Já estava pensando em algo do tipo desde a hora que acordei frustrado por não ter aquela francesa em meus braços.

Capítulo 8 TOMMÁZ WALKER 1

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