Tommáz Walker
Já se passaram cinco anos que me mudei para Paris, esse ano decidimos comemorar o quarto aniversário dos gêmeos em um lugar novo, havíamos chegado a Chicago no início da semana para aproveitar o fim da gravidez da Melissa e comemorar o aniversário dos meus filhos.
Meu irmão Ethan está tão protetor ao lado de sua esposa ou até mais do que fui com a Amélie durante a gestação dela. Não deixamos de nos divertir com o jeito que ele orbita em torno da mulher que mal consegue mais andar.
Observava meus filhos correndo por toda a área gramada da casa da tia Emma, estávamos de olho nas crianças que se divertindo com as outras que havíamos convidado para brincarem com elas.
Não podíamos estar mais felizes com tudo o que estava acontecendo atualmente no nosso meio.
Amélie estava terminando a faculdade que sempre sonhou em fazer, ela deixou de trabalhar como assistente da tia Noely, mas treinou outra garota para fazer o seu papel. Agora ela trabalhava como relações-públicas da Miller, o que estava me dando muito orgulho, faltava apenas mais um semestre para que ela concluísse a sua faculdade e finalmente esteja fazendo o que ama.
Ela continua modelando durante a semana de fashion week, mas apenas fechando os desfiles e dando crédito as criações de tia Noely.
Outra surpresa foi Laura, que decidiu fazer contábil e ajudar Kevin com as finanças da Miller e dá Walker, precisei levar uma filial da empresa da família para Paris, já que meus irmãos ficavam mais tempo em Paris do que em Chicago. Minha mãe queria aproveitar a infância de Léo e Ella, então para não ter problemas com o trabalho melhor ter uma pequena filial perto.
Ver o Scott e Léo circulando a pequena filha de Laís e Henrique me deixa um tanto preocupado, porque sei que ele tem intenções com nossos filhos e a proximidade é algo que já percebemos desde a última vez que estivemos aqui. Conhecemos o primogênito dele e pela pequena conversa que tivemos sobre deixar que o filho dele se tornasse amigo de nossa Ella deixou Amélie em pânico por dias.
Agora olhando para a menina deles, uma garotinha em um vestido rosa cheio de babados e laços deixando-a com uma carinha de boneca, é impossível não achar linda.
— Imagina eles no futuro Tom, minha menina e seu filho, sua filha e meu garoto. — Bato no ombro do Henrique que bebe a sua cerveja no gargalo.
— Meu amigo me diga quem manda na sua casa? — Ele faz uma careta.
Pergunto na intenção que ele entenda que a Amélie é contra essa ideia louca que ele está querendo promover entre nossos filhos e olhando para a forma como o meu filho e o meu sobrinho estão, podemos ter um sério problema com eles brigando pela atenção da menina.
— Esse é um assunto delicado. — Ele revira os olhos e vejo quando ele sorri em direção a sua esposa.
Começo a rir, já que tenho certeza de quem manda na mansão Carter é a mulher que estava tentando dar conta da pequena boneca, que queria correr ao lado do meu filho.
— É sério, Tom, pense sobre isso! — Avisto minha esposa se aproximando com a Ella caminhando ao seu lado.
— Querido, vou trocar a roupa dessa sapequinha aqui. — Ela diz e olho para o vestido da nossa filha todo sujo de chocolate.
— Tudo bem, ficarei de olho no Léo. — Digo e caminho com o Henrique ao meu lado.
Mas por sorte ele não fica muito tempo ao meu lado, ele sorri e vai até onde a sua esposa estava com a filha deles.
Me aproximo de Kevin que estava de cara amarrada e pelo visto Laura já tinha chamado atenção dele por algum motivo. Uma coisa que estamos estranhando muito, não que Laura não seja requentada, como uma boa brasileira ela é irritada como um vulcão em erupção, mas essa semana estava demais.
— Não sei mais o que faço com aquela mulher! — Ele diz assim que o Scott se afasta.
— TPM será? — O vejo ele negar com a cabeça.
— Creio que não… — Ele interrompe o que ia dizer e o vejo pensativo. — Acho que acabei de descobrir.
Ele sai correndo em direção à cozinha da tia Emma e sorrio para meu melhor amigo que agora estava rindo sem motivo.
Fico observando as crianças de longe e sinto falta da amiga que fiz durante o tempo que fiquei usando aquela antena parabólica na perna e vê-la feliz como ela está agora é algo maravilho. Rafaela era uma mulher autoritária por que foi largada pelo homem que ela amou um dia.
— Me diga Tommáz, como se sente? — Me viro e minha avó estava ali em sua cadeira de rodas.
Me abaixo e coloco um joelho no chão para ficar na altura da mulher que tem todo o meu respeito e carinho.
— Realizado vovó! — Afirmo olhando na direção que vejo a minha esposa surgindo.
— Se arrepende do seu casamento por contrato? — Caio na risada e nego com a cabeça.
— Um casamento de apenas um dia. — Digo me recordando o tempo que o contrato durou.
— Sabia que conseguiria que você se tornasse um homem de família e com isso ganhei a aposta com a sua mãe. — Estreito os olhos e fico sem entender.
— Perdi quase cem mil euros com a aposta! — Me viro e minha mãe beija a minha bochecha.
— Vocês fizeram uma aposta? — Pergunto indignado olhando para as duas.
— Claro que sim, você só dava trabalho e agora temos outra aposta acontecendo. — Minha mãe responde e nem se dá o trabalho de se virar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Procura-se Uma Noiva
Alguém tem o livro completo ?...
Boa tarde... O resto da história, estava a adorar e do nada acabou......