Sete anos Antes
Jacques Leclerc
Mas uma noite entediante, mas desejo entrar para a organização do Fritz, para isso preciso comandar todos aqui em Paris. Policia, governo, empresários e os pequenos traficantes, quero todos debaixo do meu julgo e assim poderei entrar na “First”.
Estar no Molin Rouge comemorando meu aniversário com todos esses bajuladores ao meu redor, de alguma forma é gratificante, significa que estou no caminho certo. Todos me procuram, de empresários a pequenos idiotas que precisam de dinheiro.
Observo enquanto Françoasi tenta impedir que outro idiota se aproxime da minha mesa, estávamos jogando pôquer, algo em que sou tão bom quanto matar. Observo de canto de olho para a tentativa da Françoasi de impedir que outro homem morra pelas minhas mãos.
Aceno para o meu homem de confiança, Hugo está comigo desde quando éramos apenas assassinos em busca de um espaço no sol. Ele sabe muito bem o que fazer, se o idiota está em procura da morte, ele a encontrará em minhas mãos.
Dedilho meus dedos no tampo da mesa impaciente enquanto observo Hugo trazer o idiota que deseja algo de mim.
— Bonsoir Monsieur Leclerc! “Boa noite, senhor Leclerc”. — O desconhecido me cumprimenta assim que se aproxima da mesa.
Estendo a mão para que ele diga o que deseja, atrapalhando a minha noite, espero que seja algo muito interessante.
— Monsieur, preciso de um empréstimo, me disseram que você poderia me ajudar! — Viro minhas cartas que estavam na mesa e mostro para os outros jogadores que agora me devem as suas vidas.
— Não sou banco! — Digo olhando para ou outros homens pagando o que me devem.
— Dou a casa que pertence a minha finada esposa, apenas quero sair desse lugar e me afastar de tudo que lembre a minha amada. — Olho com atenção e percebo que o homem na minha frente é atormentado.
— Apenas isso não garante que lhe dê qualquer quantia! — Digo olhando para a escritura da casa na minha frente.
— Tenho uma filha de dezesseis anos, ela ainda é pura, dou-a a você, se me ajudar a sair desse lugar cheio de tantas lembranças. — Olho para o Hugo que puxa a cadeira e faz o homem sentá-se na minha frente.
— Ok, qual seu nome? — O fato de ter uma possível esposa no futuro se tornou interessante.
— Louis Petit. — Olho para cada um dos quatro outros homens na mesa e os vejo sair.
— Darei ao senhor um milhão de euros, é uma quantia exorbitante, assim não terá como pagar e tão pouco a sua filha. — Uma ideia começa a se formar em minha mente.
Assim que descobrir quem é a jovem que terá a sua vida atrelada a minha, cuidarei para que ela tenha uma vida confortável e tranquila até que seja obrigada a se unir a mim.
Louis me entregou uma foto de sua menina e me surpreendo ao perceber o quanto Amélie Petit é encantadora, uma menina loira de olhos azuis que parecem tão sonhadores, mal sabe ela que o pai acabou de vendê-la ao demônio.
Durante a madrugada já havia feito a transferência para o Louis, lhe entregando o valor que desejava e uma forma de sair de Paris, já que ele me deu a filha não o quero por perto para interferir o que tiver vontade de fazer com aquela menina.
Mas de alguma forma, ela não estava em casa, as quatro da manhã, quando fui buscá-la ela simplesmente evaporou da casa. Deixei ordens para que encontrassem a garota.
A raiva me cegou, me senti usado pelo idiota do Louis que provavelmente agora estava gastando o meu dinheiro com a filha ao lado, mas ele será morto assim que Hugo o pôr as mãos nele.
Pelo incrível que parece tanto Louis com a filha Amélie sumiram do mapa. Mas não perderei a chance de encontrar os dois e forçar aquela menina se tornar a minha esposa, assim como matarei o pai dela por me fazer de idiota no dia do meu próprio aniversário.
Os meses foram se passando e consegui consolidar meu negócio em Paris, mesmo que ainda não tivesse nenhum sinal de Amélie ou seu pai. Meus planos se mantinham para ambos.
Hugo permanecia a procura dos dois e por algum motivo ele achava que os dois não estavam juntos. Não sabia de onde ele tirava essa confiança, mas a cada conversa que tínhamos sobre, era sempre o mesmo.
Dias atuais
Quando finalmente encontrei a Amélie, senti algo estranho, talvez seja devido os anos de procura por ela. Ela aparentemente não estava envolvida no golpe que o pai havia me causado, mas um dia encontrarei Louis e lhe causarei tanta dor que implorará por sua morte.
Mesmo que não tenha entrado para a “First”, sigo as regras da máfia e trabalho em cima das leis que a organização estipulou. Dei o prazo para que ela tente me pagar em um ano, algo que tenho certeza que ela nunca irá conseguir, mas precisava dar a ela uma ideia de possibilidade.
Agora que sabia onde a loira estava, mantive os meus olhos sempre em cima dela, não deixaria que nada e nem ninguém interferisse nos meus planos com a Cher.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Procura-se Uma Noiva
Alguém tem o livro completo ?...
Boa tarde... O resto da história, estava a adorar e do nada acabou......