Tommáz Walker
Enquanto minha Ella estava ali preparando algo para almoçarmos, comecei a enviar alguns e-mails tentando não perder o dia de trabalho, ainda mais que tenho que descobrir o que realmente está acontecendo com esses desvios que estava tendo na empresa.
Observo de canto de olho quando a Amélie tem um corpo lindo, mesmo ela sendo bem mais baixas dos tipos de mulheres que já passaram pela minha cama, mas ainda sim ela tem atributos que a favorecem, a sua cintura fina deixando com um quadril avantajado e principalmente os seios no tamanho certo para o seu corpo.
Ela faz um coque e a mexa escura entre os fios loiros fica solto entre algumas que não ficam presas, coloco o cotovelo na bancada e sustento o peso da minha cabeça na mão, fico ali igual um bobo olhando para aquela mulher intrigante, que mal nos conhecemos, então tomo coragem.
— Amélie? — Chamo a sua atenção, ela me olha com um sorriso lindo. — O que você mais sonha? — Pergunto curioso.
A vejo corar, mas quando ela ia me responder a vejo mordendo o lábio inferior, como se estivesse em dúvida de falar ou não.
— Minha mãe herdou dos pais uma casa e fui criada nela, entre aquelas paredes existem muitas histórias de amor e a minha infância, antes da morte da minha mãe. — Seu olhar volta para as panelas.
— Quando meu pai adquiriu a dívida com o Jacques, ele tomou a casa e me obrigou a pagar o que meu pai deve a ele. — A vejo ficar triste.
Me levanto do meu lugar e dou a volta na bancada, me aproximo dela com cuidado e retiro a colher que ela estava mexendo a panela, desligo o fogão e me encosto na bancada e a puxo para o meu peito, fazendo com que me olhe.
— O dinheiro que está naquele contrato é para pagar essa dívida? — Pergunto e vejo o seu olhar se encher de lagrimas.
— Só quero me ver livre daquele homem, mas estou com medo de que você se machuque quando o Jacques souber que tenho o dinheiro para pagá-lo… — Ela começa a chorar e o soluço de seu choro me assusta, a puxo para o meu colo.
Caminho com ela até o sofá enquanto ela estava em meus braços, me sento e a mantenho ali e afago as suas costas até que perceba que ela já se acalmou para que me conte que foi esse desespero todo.
Enquanto ela ia se acalmando lentamente, espero que ela se sinta confortável a me contar o que estava acontecendo, preciso saber o que estava acontecendo para poder ajudá-la com qualquer assunto.
— Onde está o seu pai? — Pergunto, ela respira forte e apenas dá de ombros.
— Não sei dele ha alguns anos. — Ela fala olhando para as cortinas que havia fechado ainda pouco.
— Quando ainda era uma adolescente fugi de casa porque ele negociou a minha virgindade com um homem que ele devia, por muito pouco não fui aliciada Tom, se quero pagar a dívida não é porque o Jacques o ameaçou, é por aquela casa tem um apreço muito grande para mim. — A ouço falando e a faço olhar para mim.
— Amanhã resolveremos esse problema, não quero o Jacques Leclerc lhe perseguindo por aí. — Digo.
Todos conhecemos a fama de Jacques e muito me impressiona que ele tenha sido feito de idiota pelo pai da Amélie, o que me surpreende já que ele não é do tipo de homem que trata com pessoas de pouco dinheiro, ele pode ser considerado um gangster ou mafioso, já que trabalha com negócio obscuros.
Enquanto tento fazer ela se acalmar, percebo o seu olhar ansioso o que me preocupa mais ainda.
— Conte-me de uma vez o que tanto está te afligindo Amélie. — Digo preocupado com o que ela tem a me falar.
— A dívida do meu pai é de quase um milhão e se não pagar o que ele deve, Jacques exige que me case com ele. — Sinto uma raiva tão grande dentro de mim e pior ainda uma desconfiança.
Fito os olhos azuis que tanto me fascina e procuro sinceridade ou qualquer outra indicação que ela esteja me contando tudo que tem a preocupado. Sinto os meus batimentos se acelerando apenas com a possibilidade de que outro homem esteja tocando no corpo da minha francesa, da minha Ella. Surge uma dor de cabeça que nem consigo explicar o motivo.
— Me diga que não sente nada por esse outro homem, ou que ele sequer tocou em você Amélie… — Sei que estou assustando ela, com a forma que falei.
Mas preciso saber, preciso ter certeza que ela é apenas minha, mesmo que o segurança tenha dito que era sua primeira vez, no Moulin Rogue, ela pode ter ido para a cama com o Jacques e assim ele lhe deu mais tempo para pagar a dívida.
Ela se aproxima do meu peito e se encolhe no meu colo, sinto o cheiro suave de seus cabelos e ouço o choro baixinho.
— Não tenho ninguém na minha vida, Tom, a não ser Laura minha melhor amiga e agora você, daquele homem tenho medo. — Sua voz estava trêmula, o que me fez acreditar no que ela falava.
Ficamos muito tempo sentados ali e conversamos sobre diversas coisas, ela me contou sobre seu desejo de terminar os estudos interrompidos para ajudar a sua amiga com as despesas, me disse o quanto a sua amiga Laura é importante na sua vida e principalmente o medo que estava sentindo com toda essa confusão que a minha avó estava causando na vida dela para tentar dar um jeito na minha vida e na dela também.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Procura-se Uma Noiva
Alguém tem o livro completo ?...
Boa tarde... O resto da história, estava a adorar e do nada acabou......