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Procura-se Uma Noiva romance Capítulo 17

Amélie Petit

Assim que percebo que o Tom dormiu em cima de mim, sorrio e consigo me desvencilhar do corpo dele com cuidado, saio do sofá e fico olhando enquanto ele se acomoda no sofá, decido deixá-lo descansar um pouco enquanto preparo o nosso almoço. Recolho a camisa que estava vestindo e volto para o fogão para preparar a nossa comida, percebo que o celular dele começa a receber uma chamada atrás da outra de telefones diferentes.

Mas não me sinto à vontade para atender, ignoro cada uma das ligações que estavam chegando, mantenho o olhar na receita que preparava, espero que ele goste. Com tudo pronto resolvo ir acordá-lo.

Fico rindo do susto que toma por saber que dormiu, assim que ele senta ao meu lado, o meu celular toca e o nome da Noely surge na tela e sinto que algo estava errado. Término de servir o prato para o Tom enquanto sirvo meu próprio prato e atendo a ligação.

— Oi! Noely. — Atendo envergonhada a ligação.

— Céus vocês não atendem as ligações. — Ela reclama irritada e coloco a ligação no viva voz.

— Desculpe, não estávamos com o celular perto, só notei as ligações agora. — Tom responde a minha chefe.

— Venham para o hospital, mamãe passou mal e o médico ainda não deu nenhuma notícia. — Olho para o Tom e largo o prato lá mesmo.

— Estamos indo, manda o endereço, vamos apenas nos vestir. — Ouço o Tom falar enquanto se levanta da mesa e o acompanho para o nosso quarto onde estavam as nossas roupas.

Noely desliga a chamada e subimos para o quarto e começo a recolher nossas roupas do chão e entrego as do Tom, nos vestimos em silêncio com um sentimento estranho pairando sobre nossas cabeças, enquanto me sento na beira da cama para calçar meu sapato deixo uma lágrima escorrer pelos meus olhos.

Tom se a próxima e ergue meu rosto para poder olhá-lo e seca a lágrima que escorre por minha bochecha.

— Não se preocupe, minha avó é saudável e deve até estar fazendo charme uma hora dessas. — Ele sorri e fala confiante.

— Espero, porque aquela velinha já têm 81 anos. — Digo temerosa.

Uma bola surge em minha garganta e me preocupo com a saúde da velinha que aprendi a amar com os anos, ela me acolheu entre os seus como se fosse uma pessoa de sua família muito antes que ela pensasse nessa estrategia toda com o Tom.

— Então vamos acelerar a nossa vida para que essa velinha tenha o prazer de conhecer um bisneto. — Tom fala e consigo rir.

Os pensamentos invadem sem pedir permissão e consigo imaginar um toquinho de gente com os olhos azuis e com o tom claro igual do Tom, sinto minhas bochechas queimarem quando ela se aproxima e beija meus lábios.

— Você fica linda quando fica com vergonha. — Ele passa o dedo por minha bochecha. — Está pronta?

— Sim, já podemos ir. — Digo segurando em sua mão com firmeza.

Sinto sua mão ir para a minha cintura e me puxar em direção ao seu peito, a possessividade era gritante no seu corpo e era possível sentir cada parte dele gritar que pertencia a ele e de uma forma estranha isso me deixava feliz?

Depois de mais um beijo com ternura, saímos do nosso quarto e vamos para o andar de baixo, tenho que pegar a minha bolsa e telefone dele que ficou na bancada.

Saímos do apartamento e entramos no elevador, que por sorte estava vazio e não demorou a se abrir no saguão. Para o nosso azar o Tom estava sem carro, então teríamos que recorrer a um táxi e mais uma vez a sorte nos sorriu, assim que estendi o braço um táxi parou na nossa frente e entramos sem demora.

— Por favor, Hospital Lariboisière. — Tom fala para o motorista.

Abro o celular e vejo que já havia algumas notícias saindo sobre a matriarca Miller estar no hospital sendo trazida as pressas, mostro para o Tom que parece se preocupar mais ainda com o que ele começava a ver no próprio celular.

Enquanto ainda estávamos ainda no táxi, os pais dele ligam querendo saber notícias.

— Pai estou no táxi com a Amélie indo em direção ao hospital. — Ele explica e surge um sorriso de canto. — Ela estará ao meu lado, não se preocupe.

O vejo conversando com o pai e logo em seguida com a mãe e pelo que entendi, eles estavam embarcando novamente para França, queriam ficar perto da madame Enora nesse momento.

Mudo o foco de minha atenção e decido ligar para a minha amiga, que me atende no segundo toque.

“Amélie, como está as coisas?” — Ela pergunta aflita, provavelmente viu alguma reportagem.

— Laura ainda não sei, estou no táxi com o Tom e preciso que me faça um favor! — Sei que não terei tempo de ir no nosso apartamento.

“Peça o que precisa!” — Tento fazer uma lista mental.

— Lingerie, umas duas mudas de roupas e meu computador. — Olho para o Tom que me aponta para o hospital. — Estou chegando aqui no Hospital Lariboisière, se puder agradecer aqui agradeço. — Digo assim que o carro para e o Tom me ajuda a sair do carro.

Mal consigo me despedir da minha amiga e um mar de repórteres nos cercam e começam a fazer milhares de perguntas, ele segura a minha mão e percebo o quanto ele começa a se irritar com o jeito dos abutres em cima da gente.

Com um pouco de esforço conseguimos entrar no hospital, ele me puxa para perto do seu peito para tentar me proteger do assédio de todos aquele paparazzi.

— Desculpa, nem imaginei que haveria tantos. — Ele beija a minha testa.

Caminhamos até a recepção e minha mente ainda estava ligada nas possibilidades dessa invasão, com toda certeza agora serei seguida e assediada sempre que colocar os pés para fora de casa, suspiro com a possibilidade, isso foi algo que se quer pensei que poderia acontecer.

— Tom! — Nos viramos e olhamos a Noely se aproximando. — Céus finalmente chegaram.

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