— Você também tem uma Tia Helena, minha irmã de sangue, ela tem uma filha, que é a sua amiga Emma. Desde que a sua tia e o Tio Bernard ficaram juntos, eles se estabeleceram na França e raramente voltam. Desta vez souberam que iam fazer um banquete de reconhecimento de parentesco para você e disseram que tinham que trazer a Emma e o seu Tio Bernard de volta de qualquer jeito.
Ao ouvir o nome de Emma, Bianca sentiu o ligeiro nervosismo no coração por enfrentar familiares desconhecidos diminuir bastante.
Era sempre bom ter pessoas conhecidas.
— Na família do seu Tio-Avô Silas, há mais dois tios e duas tias. Os filhos deles, que são seus primos e primas, devem quase todos chegar hoje também. A Família Ribas não tem muita gente, mas o afeto familiar é muito forte, todos queriam te ver faz tempo.
O tom de Gabriel estava cheio de carinho e consolo.
Ele foi reconhecido de volta à Família Ribas quando já era um jovem adulto; embora tivesse ganhado a aceitação e a compensação da família, no fim perdeu muito do tempo crescendo juntos.
Agora que reconheceu a filha, ele esperava que ela pudesse sentir o calor de uma família completa.
— Sim, eu sei, obrigada pai. — Bianca respondeu baixinho, o coração aquecido.
Marcelo escutou quieto, segurando a mão de Bianca. Ele podia sentir que Gabriel queria de verdade dar à filha um grande e caloroso ritual de pertencimento.
Cerca de quarenta minutos depois, o carro entrou em uma área tranquila e elegante na Zona Oeste, e por fim parou em frente a uma casa de estilo antigo com tijolos azuis e telhas cinzas, e leões de pedra na frente do portão.
Esse era o Solar dos Ribas.
Diferente da sofisticação da Vila de Lacerda, o Solar dos Ribas parecia mais formal, as letras na placa suspensa na verga da porta eram vigorosas.
O portão vermelho vivo estava escancarado, com empregados já esperando.

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