Ele ergueu a cabeça bruscamente, olhando para Elisa novamente.
Os olhos estavam vermelhos, cheios de sangue e também de uma pergunta silenciosa.
Era ele?
Ele era o pai da criança?
No momento em que Cici disse aquelas palavras, o rosto de Elisa empalideceu por um instante.
Mas ela logo recuperou a calma.
Ela não respondeu à pergunta silenciosa de Renato Faria, e sequer olhou para ele.
Ela apenas abaixou a cabeça e olhou para a filha, com a voz suave, mas clara: — Cici, não pode apontar para as pessoas assim, não é educado.
Então, ela trouxe a filha mais para perto de si, protegendo-a e ficando meio à frente dela.
Só depois de terminar esse movimento ela ergueu a cabeça novamente para olhar para Renato Faria.
— Se houver algum problema, podemos arranjar um tempo para conversar a sós.
Agora, com a criança presente, não era conveniente.
Essa frase soou nos ouvidos de Renato Faria como uma confirmação tácita.
Se a criança não fosse dele, ela não precisaria falar sobre conversarem a sós; poderia negar com firmeza e simplesmente ir embora com a criança.
O fato de ela dizer para conversarem a sós provava que... o assunto não era simples.
Provava que aquela criança estava relacionada a ele.
O coração de Renato Faria pareceu ser espremido com força e, de repente, solto.
Era isso.
Cici era sua filha.
Após terminar com ele, Elisa deu à luz a filha deles e a criou sozinha.
Primeiro, veio a dor; pena por ela ter passado pelo parto e criado a criança sozinha.
Mas, ao mesmo tempo, brotou uma alegria oculta.
Ele era o pai da criança dela.
Então, naquela época, Elisa não o considerava um substituto de seu irmão; ela o amava a ponto de, mesmo após o término, querer dar à luz a filha deles.
Apesar de ela ter escolhido suportar tudo sozinha.
Renato Faria assentiu vigorosamente com a cabeça, os olhos cheios de súplica e relutância.
Elisa não olhou mais para ele, curvou-se e pegou Cici no colo.

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