— Bianca, esta é uma pequena lembrança que o pai preparou para você. Antes, quando você sofreu o acidente, eu fiquei extremamente ansioso e não pude ajudar em nada. Agora que você teve alta, considere isso como um presente do pai para te acalmar.
Bianca pegou com dúvida e abriu a pasta. Dentro, havia documentos de propriedade.
Era a certidão de propriedade de um casarão histórico na Capital, com uma localização excelente.
— Pai, isso é muito caro. Não posso aceitar. — Bianca recusou rapidamente.
— Aceite. — O tom de Gabriel Ribas não deixava espaço para dúvidas. — O pai te deve muito, isso não é nada. Mesmo que você não queira agora, está guardado para você. Mais cedo ou mais tarde, será seu. Quando você quiser voltar para a Capital, terá um lugar só seu.
Patrícia Lacerda também assentiu e entregou outro documento de propriedade:
— Aceite. É a intenção da mãe e do pai, e também é a regra da Família Lacerda. Quando os mais novos se recuperam de uma doença, é preciso dar um presente para acalmá-los.
Bianca olhou para a preocupação e a insistência nos olhos dos pais, depois olhou para os documentos pesados em suas mãos. No fim, ela assentiu levemente.
— Obrigada, mãe. Obrigada, pai.
— Somos uma família, não precisa agradecer. — Gabriel Ribas sorriu.
Patrícia Lacerda se sentiu mais tranquila ao ver a filha aceitar. Ela disse:
— Dessa vez eu trouxe um nutricionista e um fisioterapeuta, ambos muito experientes. Durante este período, eles vão ficar aqui, responsáveis pela sua dieta e por uma orientação simples de reabilitação. Vamos esperar até você estar totalmente curada.
Bianca não recusou. Ela sabia que era uma boa intenção da mãe e também para fazê-la se recuperar mais rápido.
— Está bem, eu sigo as orientações da mãe.
Só então Patrícia Lacerda deu um sorriso de total relaxamento.
Nos dias seguintes, Patrícia Lacerda e Gabriel Ribas ficaram em São João.
Naquela tarde, o sol estava bom.

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