E de repente, ele se lembrou da frase de Bianca: "Se não tiver SoftCare, procura alguma outra marca que foque na maciez do algodão e sem fragrância". Para não dar margem de erro, os olhos dele escanearam de novo os outros modelos de marcas concorrentes.
Ele tentou achar aquelas embalagens de cores calmas, que não diziam "cheiro de flores" ou "aroma frutal", e selecionou mais alguns pacotes de outras marcas como alternativa.
Quando ele achou que estava tudo certo, a pilha debaixo dos braços estava cheia.
Um garoto mais novo, ali perto, virou o rosto para espiá-lo, muito curioso, quase sondando.
Provavelmente ele nunca tinha visto um homem pegar tantos absorventes assim, enchendo o braço de produtos.
Marcelo, no entanto, agiu como se não estivesse vendo. Não ligava para os olhos das outras pessoas.
Comprar o absorvente para a mulher dele era o trabalho que todo cara casado tinha que fazer.
Com aquele volume enorme na mão, ele andou até o balcão do caixa.
A moça do caixa tinha lá pelos 40 e tantos anos, arregalou os olhos quando percebeu o tamanho do estoque que Marcelo tinha levado. Ela tentou esconder, depois abriu um sorriso gentil: — Levando lá para casa? Mas comprou uma monte, hein?
— Isso, a minha esposa que usa. — Marcelo respondeu com voz tranquila e colocou o lote de absorventes na mesa.
Os absorventes encheram os dois maiores sacos.
Marcelo pegou os sacos e subiu na ala do hospital. Não era pesado, apenas gigantesco.
Ao chegar no quarto, Bianca repousava encostada na cama com os olhos fechados. E ao escutar o barulho da porta, abriu.
O que viu foi um Marcelo caminhando até ela com duas enormes e estufadas sacolas de plástico.
— Isso tudo? — Bianca tomou um susto.

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