POV de Terceira Pessoa
Victor nunca imaginou que um dia, a mulher que uma vez o perseguira com determinação implacável agora o olharia como se mal pudesse esperar para se livrar dele.
Era uma vez, Lana fora quem o perseguira - destemida, ousada, inabalável. Ela havia lutado para entrar em seu mundo guardado, recusando-se a aceitar um não como resposta até que ele finalmente cedeu, até que a chamou de sua.
E agora, diante dele na fraca luz do apartamento, ela parecia não poder fugir rápido o suficiente.
Aquilo doeu mais do que ele gostaria de admitir.
Será que o amor dela era realmente tão passageiro?
Teria ele realmente desaparecido tão rapidamente?
A imagem que o assombrava retornou sem ser convidada - ela, rindo entre um grupo de jovens modelos masculinos, seus corpos tonificados se aglomerando ao redor dela, um deles - seu chamado -amigo- - servindo-lhe uma bebida.
Uma corrente gelada de desconforto o varreu.
Era isso? Ela havia se cansado dele? Será que ela achava que ele era velho demais, não mais excitante o suficiente em comparação com aqueles filhotes de olhos brilhantes e pele dourada?
-Victor, me solte -- a voz de Lana cortou nitidamente seus pensamentos, mas se interrompeu no meio da frase quando sua boca desceu sobre a curva de seu pescoço.
Não era um beijo.
Era uma mordida - punição disfarçada de fome.
-Victor - o que diabos você está fazendo?- ela sibilou, tentando manter a voz baixa enquanto ele a pressionava contra a porta. Sua pegada nunca afrouxou. Ele ainda a segurava em seus braços, mas a posição havia mudado - o que era um berço se tornara uma prisão, seus pés não tocando mais o chão, seu corpo totalmente enjaulado entre ele e a parede.
-O que estou fazendo?- Seu tom era enganosamente calmo, mas seus olhos queimavam com algo mais sombrio. -Eu sou seu namorado. Não é isso que os amantes fazem?
-Me solte antes que alguém ouça
-Então se segure,- ele murmurou. -A menos que você queira que eu te solte.
Sua respiração prendeu, a indignação se inflamando. -O que você quer afinal?
-Você realmente não sabe?- Sua voz baixou, profunda e tranquila, o corpo se aproximando até que ela pudesse sentir o calor sólido dele contra ela.
Lana endureceu instantaneamente. Ela podia sentir a mudança nele - a transição do controle contido para algo primal, perigoso.
-Não ouse, Victor. Freya está bem do lado de fora.
Seus lábios roçaram a concha de sua orelha. -Somos um casal. Tenho certeza de que Freya entende que às vezes, casais perdem o controle.
-Victor, não -- ela implorou, as bochechas queimando de vermelho. -Se há algo mais que você quer, qualquer coisa além disso, eu tentarei te dar.
Seus olhos cintilaram. -Qualquer coisa?
-Eu... farei o meu melhor.
-Então me ligue todos os dias,- ele disse planamente.
Ela piscou. -Isso é ridículo.
Uma batida aguda veio de fora.
-Lana?- A voz de Freya ecoou pela porta. -Você está aí?
Lana congelou. Seu coração pulou dolorosamente em seu peito.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Despertar da Luna Guerreira