POV da Terceira Pessoa
Kade levou Freya e Lana de volta ao apartamento de luxo que Lana havia comprado recentemente. A tempestade lá fora finalmente havia se acalmado, mas a tensão no peito de Freya não diminuíra.
-Obrigada pela noite, Kade,- Freya disse baixinho quando chegaram à entrada do prédio. Sua voz estava calma, mas seus dedos tremiam ligeiramente quando ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha. -Vá para casa e descanse.
Kade se apoiou na porta, olhos fixos nela. -Certo. Mas o que eu disse antes - pense sobre isso, Freya. Não me dê uma resposta agora. Você pode levar o tempo que precisar.
Freya apenas assentiu, evitando seu olhar. Ele lhe deu um último olhar antes de entrar em seu carro e partir. O ronco baixo de seu motor desapareceu na noite.
Assim que ele se foi, Lana se aproximou, seus olhos âmbar brilhando de curiosidade. -Então,- sussurrou ela, -sobre o que Kade queria que você pensasse?
-Nada,- Freya disse um pouco rápido demais, as pontas de suas orelhas queimando.
Lana arqueou uma sobrancelha. -Nada? Não me diga que ele pediu para você considerar ficar com ele.
Freya suspirou. -Você realmente não perde nada, não é?
-Claro que não,- Lana sorriu. -Vamos, Freya, Kade não é uma má escolha. Ele é leal, inteligente e perigosamente bonito. O garoto de ouro - e o único que ousa falar de volta para o comandante. Com todo mundo, ele é afiado como uma lâmina, mas com você, ele é um filhote esperando por seu comando.
Freya balançou a cabeça. -Acabei de terminar as coisas com Silas. Eu não posso... não agora. Encontrar meu irmão vem em primeiro lugar.
-Falando nisso - você não o encontrou hoje à noite?- O tom de Lana suavizou. -Eric, quero dizer. Ou... Parker agora.
O peito de Freya apertou. -Eu encontrei. Mostrei a ele o relatório de DNA, mas ele disse que mesmo que seja verdade, ele prefere continuar sendo Parker Williams.
Lana franziu a testa. -Isso não faz sentido. Eric nunca foi alguém que buscava riqueza ou poder. Ele vivia pelo dever, pela família. Por que ele se apegaria ao nome de uma matilha à qual nem mesmo pertence?
A voz de Freya caiu para um sussurro. -Eu não sei. Mas vou descobrir.
Seus olhos escureceram, uma tempestade se formando neles - a marca de um lobo da Lua de Sangue. -Agora que ele está de volta na Capital, eu não vou perdê-lo de novo.
Lana lhe deu um sorriso simpático. -Você deveria descansar primeiro. Você passou por muita coisa hoje.
Freya assentiu, a exaustão a envolvendo. -Vou tomar um banho.
Ela desapareceu no banheiro, o som da água corrente preenchendo o silêncio. Lana começou a arrumar o apartamento, mas no meio do caminho, a campainha tocou.
Ela franziu o cenho. -Quem poderia ser a essa hora?- Talvez Kade tivesse esquecido algo? Ela abriu a porta - e congelou.
Victor estava lá.
Seu coração deu um solavanco. Sua camisa escura grudava em seu corpo, colarinho afrouxado, olhos brilhando como aço temperado sob a luz da lua.
-Victor?- Lana sussurrou, sua voz falhando. -O que você está fazendo aqui?
-Por que você não veio me procurar?- Sua voz era baixa, rouca, inconfundivelmente dominante. Antes que ela pudesse reagir, ele entrou, fechando a porta atrás dele. Uma mão deslizou atrás de sua cabeça, guiando-a para trás até que suas costas encontrassem a parede fria.
O pulso de Lana disparou. -Por que eu viria procurar você? Eu não tinha nada para...

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