Ponto de Vista da Terceira Pessoa
A voz de Victor ressoou pela sala, baixa e provocante. -E me diga, você realmente acha que meu beijo foi ingrato?
A mandíbula de Lana se contraiu, os dedos se apertando. -Não pense que só porque você é atraente, pode fazer o que quiser!- ela retrucou.
Victor arqueou uma sobrancelha, um sorriso se formando em seus lábios. -Então... você admite que sou bonito?
Lana congelou, incapaz de argumentar. Não importava o quanto ela o criticasse, ela não podia negar que os traços afiados de Victor, aqueles olhos lupinos e a presença dominante o tornavam quase hipnoticamente atraente.
-Chega, Victor. Você aparece na minha porta tarde da noite - o que você quer?- ela perguntou, exasperada.
Ela estava sozinha, quietamente em seu apartamento, quando o inesperado toque da campainha anunciou sua presença. No momento em que ela abriu a porta, Victor a envolveu em um abraço apertado, pressionando seu peso contra o dela, e disse com aquela voz intoxicantemente calma, -Deixe-me te abraçar por um momento. Só isso.
Talvez fosse o cansaço presente em seu tom, ou a forma como sua cabeça repousava levemente em seu ombro como se ela fosse sua única âncora, mas ela vacilou. Por um breve momento, ela permitiu que ele a abraçasse, esquecendo a cautela que normalmente usava como armadura.
Mas dez minutos se passaram. Dez longos, acalorados minutos, e ele ainda não havia soltado. Victor até entrou no apartamento propriamente dito, insistindo em tomar uma xícara de chá antes de sair. E momentos atrás, enquanto ela conversava com Freya no WolfComm, ele havia deixado marcas inconfundíveis em seu pescoço - pressionando, sugando e mordendo, marcando-a como sua.
-Namorados não precisam de um motivo para visitar suas namoradas,- Victor disse, como se isso justificasse tudo.
-Isso não significa que você precisa deixar marcas de mordida no meu pescoço! Nem sequer somos um casal de verdade. Eu só estou te ajudando a confrontar seus... problemas,- Lana retrucou, tentando recuperar alguma semelhança de controle.
O sorriso de Victor se transformou em um sorriso travesso. -Ajudando? Isso faz parte da terapia. Médicos recomendam um pouco de intimidade entre parceiros para aliviar sombras psicológicas,- ele disse, se aproximando, seu olhar dourado fixo no dela.
Os olhos de Lana se arregalaram de incredulidade. -Isso... é impossível! Nenhum médico aconselharia isso!
Victor não vacilou. Ele pegou o telefone e navegou até seus contatos, encontrando rapidamente o número do médico. Com cuidado deliberado, ele deslizou o telefone pela mesa em direção a Lana. -Se você duvida de mim, pode ligar para o médico você mesma.
Lana corou, desconcertada por sua persistência. -Você... não precisa ir tão longe,- ela murmurou.
Victor sorriu, mas recolheu o telefone. -Alguma outra pergunta?- ele perguntou, com uma calma enganosamente tranquila.
Ela hesitou, então perguntou abruptamente, -Essa... terapia íntima, quão íntima ela fica? Certamente não envolve... dormir juntos?
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Despertar da Luna Guerreira