— Meus vestidos e minhas bolsas! — Graciele gritou, correndo para pegar suas roupas do chão, abraçando-as com uma expressão de mágoa.
— Ivana, como você pôde jogar minhas coisas fora?
Luana e Eliane, vendo a bagunça de roupas no chão, também se indignaram e acusaram Ivânia.
— Ivana, você passou dos limites! Como pode mexer nas coisas da Graciele sem a permissão dela e jogá-las no corredor, atrapalhando a passagem?
Ivânia, que acabara de arrumar suas coisas, trancou seu armário e se virou para as três que haviam acabado de chegar.
— Graciele colocou as coisas dela no meu armário sem a minha permissão também. Ela ocupou o meu espaço, então eu tive que jogar as coisas dela para fora. Se vocês não gostam, podem ceder seus armários para ela.
Após as palavras de Ivânia, Luana e Eliane ficaram em silêncio, baixaram a cabeça e voltaram para seus lugares.
Ao ver isso, Ivânia não pôde deixar de zombar.
Então, só sabem ser generosas com o que não é delas.
Graciele tinha coisas demais, e sem um armário extra, ela só pôde organizá-las de forma simples e empilhá-las em um canto.
Depois de arrumar sua mesa, Ivânia pegou seu cartão de refeição e saiu.
Ela ainda não tinha jantado.
Seguindo as memórias da Ivana, ela encontrou o refeitório da escola, escolheu um prato de carne e dois de vegetais, gastou pouco mais de dez reais e, depois de uma refeição satisfatória, voltou para o dormitório.
No quarto de quatro pessoas, Graciele, Luana e Eliane estavam lá.
Graciele, recém-saída do banho, estava sentada em frente a um pequeno espelho, aplicando produtos de pele.



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