Felizmente, a reação de Ivânia foi extremamente rápida, e ela puxou Carlos para desviar dos tiros.
Carlos gritou de pavor, urinando nas calças.
— Dario Coelho, o que você está fazendo?! Ele é meu irmão! — Henrique, vendo o homem atirar em Carlos, gritou furioso.
— Essa mulher está claramente ganhando tempo. Se esse seu irmão inútil não morrer, todos nós vamos morrer. — Dario rugiu, levantando o braço para atirar novamente, mas inadvertidamente viu pelo vidro da janela que havia uma metralhadora montada no telhado do prédio oposto.
— Tem atiradores de elite! — Dario gritou estridentemente. Em seguida, disparou várias vezes contra as lâmpadas do galpão, que se estilhaçaram, mergulhando o local na escuridão instantânea.
Mesmo com atiradores lá fora, eles não poderiam mirar no alvo.
O galpão estava em breu total, não se via um palmo à frente do nariz. Todos prenderam a respiração, sem ousar revelar sua posição.
Ouvia-se apenas o lamento de Carlos: — Irmão, irmão, me salva!
No entanto, ele só gritou duas vezes antes de ser nocauteado por Ivânia.
Após apagar Carlos, Ivânia saiu imediatamente de sua posição original, tateando até se esconder atrás de uma máquina velha.
Assim que se escondeu, ouviu uma série de disparos. Obviamente, Dario havia memorizado sua posição anterior e atirado lá. Não se sabia se Carlos estava vivo ou morto.
Quando os tiros cessaram, ouviu-se o som da porta sendo arrombada.
Se havia atiradores lá fora, significava que a polícia já havia localizado o lugar.
— Pessoal lá dentro, vocês estão cercados. Larguem as armas agora. — A voz da polícia ecoou pelo megafone, ressoando dentro do galpão.
Porém, ninguém respondeu.
Ivânia continuava escondida, prendendo a respiração, mas acabou não resistindo e chamou:
— Vanessa, onde você está?


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