Yasmin parecia desolada.
Graciele, com os olhos vermelhos e a voz embargada, consolou-a de forma sensata e atenciosa.
— Mãe, não repreenda a minha irmã. É só um papel. Se ela gosta, eu cedo para ela. Vamos fingir que o papel principal do Diretor Coelho realmente não era para mim.
— Tenha mais confiança, tire o "fingir". Esse papel realmente não era para você. Se o Diretor Coelho não te escolheu, talvez seja porque ele te acha feia e problemática. Te dar um papel de coadjuvante já foi um favor por causa da Vivaz Entretenimento.
— Graciele, por que você está chorando agora? Quer que eu te devolva o papel? Impossível, nem sonhe com isso. Ou quer criar intrigas entre mim e meus pais? Parabéns, você conseguiu. Pena que eu não me importo nem um pouco.
Ivânia entrou lentamente e, depois de falar, virou-se para a empregada.
— O jantar está pronto? Estou com fome, quero comer.
À noite, na mesa de jantar, apenas Ivânia estava presente.
O apetite de Ivânia não foi afetado em nada, e ela até elogiou o chef, dizendo que a costelinha agridoce havia melhorado.
Satisfeita, Ivânia subiu as escadas de madeira.
Ao passar pela curva da escada, viu Graciele parada ali, claramente a esperando.
— Que truque você está armando agora? — Ivânia parou, cruzou os braços e ergueu uma sobrancelha para ela.
— Ivana, eu realmente te subestimei. Conseguiu o papel principal no filme do Diretor Coelho. Não me importa em qual cama você dormiu para conseguir esse papel, mas enquanto eu estiver aqui, você nunca terá sucesso.
Naquele momento, Graciele, sem sua máscara de fragilidade, tinha um rosto sombrio e feroz.
— Enquanto eu estiver nesta casa, você também nunca terá o amor dos meus pais. Só eu sou a filhinha querida deles.



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