— Como ela pode roubar no dormitório? Deve estar desesperada por dinheiro.
— Essa Ivana nunca participa de atividades em grupo, é uma pessoa solitária. Não imaginava que também tivesse as mãos sujas.
— Uma pessoa de caráter tão baixo não deveria estar na escola. Precisamos relatar isso à administração e expulsá-la.
...
Fora do dormitório, os estudantes que observavam começaram a sussurrar.
— Graciele, você é muito bondosa e fácil de intimidar. Como pode implorar a uma pessoa como ela? Apenas reviste as coisas dela. — Disse Eliane, e foi direto para a mesa de Ivânia.
Ela começou a revirar tudo e, em segundos, encontrou os brincos de diamante perdidos de Graciele no porta-lápis de Ivânia.
Foi tão fácil de encontrar que, se dissessem que não foi ela quem os colocou lá, Ivânia não acreditaria.
— Meus brincos! — Graciele exclamou, incrédula, segurando os brincos como se fossem um tesouro recuperado.
— Pega em flagrante! Ivana, o que você tem a dizer em sua defesa? — Eliane disse, em tom de justiça.
Ivânia cruzou os braços, encostando-se na parede.
Assistindo à atuação medíocre delas, ela não pôde deixar de rir.
Ivânia caminhou até Graciele e, sem dizer uma palavra, arrancou os brincos de diamante de suas mãos e os colocou em suas próprias orelhas.
A família Torres podia não ter bom caráter, mas tinha bom gosto.
Os brincos de diamante brilhavam intensamente nas orelhas de Ivânia, ficando muito bonitos.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Morte Também É Renascimento